terça-feira, 21 de setembro de 2010

A grande lição do lápis

A História do Lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
Estou escrevendo sobre você, é verdade.
Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
Tudo depende do modo como você olha as coisas.
Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".

Coisas que aprendi com você! ( Mães contra o crack)




Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você pegar o primeiro desenho que fiz e prendê-lo na geladeira, e, imediatamente, tive vontade de fazer outros para você.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando comida a um gato de rua, e aprendi que é legal tratar bem os animais.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer meu bolo favorito e aprendi que as coisas pequenas podem ser as mais especiais na nossa vida.


Quando você pensava que eu não estava olhando, ouvi você fazendo uma oração, e aprendi que existe um Deus com quem eu posso sempre falar e em quem eu posso sempre confiar.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você fazer comida e levar para uma amiga que estava doente, e aprendi que todos nós temos que ajudar a tomar conta uns dos outros.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você dando seu tempo e seu dinheiro para ajudar as pessoas mais necessitadas e aprendi que aqueles que têm alguma coisa devem ajudar quem nada tem.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu percebi você me dando um beijo de boa noite e me senti uma pessoa amada e segura.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você tomando conta da nossa casa e de todos nós, e aprendi que nós temos que cuidar com carinho daquilo que temos e das pessoas que gostamos.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi como você cumpria com todas as suas responsabilidades, mesmo quando não estava se sentindo bem, e aprendi que eu tinha que ser responsável quando crescesse.




Quando você pensava que eu não estava olhando, eu vi você se desculpar com uma amiga, embora tivesse razão, e aprendi que às vezes vale a pena abrir mão de um ponto de vista para preservar a amizade e o bem-estar nos relacionamentos.

Quando você pensava que eu não estava olhando eu vi lágrimas nos seus olhos, e aprendi que, às vezes, acontecem coisas que nos machucam, mas que não tem nenhum problema a gente chorar.

Quando você pensava que eu não estava olhando, eu percebi você cuidando do vovô com carinho e atenção, e aprendi que devemos tratar bem e respeitar aqueles que nos cuidaram na infância.

Quando você pensava que eu não estava olhando, foi que aprendi a maior parte das lições que precisava para ser uma pessoa boa e produtiva quando crescesse.




Quando você pensava que eu não estava olhando, eu olhava para você e queria lhe dizer: "obrigado por todas as coisas que eu vi e aprendi quando você pensava que eu não estava olhando!"

Pense nisso!

Esta é uma mensagem portadora de grandes motivos de reflexão para todos os educadores que desejam atingir seus nobres objetivos no campo da educação.




É uma mensagem importante porque nos faz pensar que nossos educandos estão nos olhando e memorizando mais o que fazemos do que o que dizemos.

Nossos gestos e nossas ações produzem lições mais efetivas dos que muitas palavras vazias, jogadas ao vento.

Pense nisso!

E lembre-se sempre: alguém está observando e aprendendo algo com você, em todos os momentos.


Mães contra o crack, seja a mudança que vocês espera ver no mundo!


Crack nem pensar!!!




A sua bagagem pode estar pesada, livre se dela e do crack.

A Bagagem

Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão...
A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, por pensar que são importantes ...
A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais, então você pode escolher:
Ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.
Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem....
Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala.
Mas, o que tirar ?
Você começa tirando tudo para fora... veja o que tem dentro:
Amor, Amizade...nossa ! Tem bastante, curioso, não pesa nada...
Tem algo pesado.... você faz força para tirar.
Era a Raiva - como ela pesa !
Aí você começa a tirar, tirar e aparecem a Incompreensão, Medo, Pessimismo... nesse momento, o Desânimo quase te puxa pra dentro da mala .
Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem....
Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade...
Aí você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora um monte de Tristeza...
Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante....
Procure então o resto: a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância e o Bom e Velho Humor.
Tire a Preocupação também.
Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela...
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo.
Mas, pense bem o que vai colocar dentro da mala de novo, hein.
Agora é com você.
E não se esqueça de fazer essa arrumação mais vezes, pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO, e sua bagagem, poderá pesar novamente.



A bagagem pode estar pesada e te levar ao CRACK



Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão... 

A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, por pensar que são importantes


A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais, então você pode escolher:
Ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.

Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem....

Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala.

Mas, o que tirar ?

Você começa tirando tudo para fora... veja o que tem dentro:

Amor, Amizade...nossa ! Tem bastante, curioso, não pesa nada...

Tem algo pesado.... você faz força para tirar.

Era a Raiva - como ela pesa !

Aí você começa a tirar, tirar e aparecem a Incompreensão, Medo, Pessimismo... nesse momento, o Desânimo quase te puxa pra dentro da mala .

Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem....

Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade...

Aí você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora um monte de Tristeza...

Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante....

Procure então o resto: a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio,

Responsabilidade, Tolerância e o Bom e Velho Humor.

Tire a Preocupação também.

Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela...

Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo.

Mas, pense bem o que vai colocar dentro da mala de novo, hein?

Agora é com você.

E não se esqueça de fazer essa arrumação mais vezes, pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO, e sua bagagem, poderá pesar novamente.

Toda caminhada começa com o primeiro passo e é leve.

Aprenda a se cuidar de verdade. Só por hoje funciona.

CRACK NÂO!!!!

Como sair da adicção ativa - ( Recuperação)

O dependente químico em recuperação é a pessoa que tem uma doença incurável, por isso o dependente está em recuperação pela vida toda, é como se fosse um diabético, não tem cura.


Na doença da dependência química não existe culpado, somente responsável, a culpa termina nela própria, e a responsabilidade começa nela própria. Não sou culpado pela doença , mas sou responsável pelo tratamento e o estar em recuperação.

O primeiro passo para estar em recuperação é parar de usar, não podemos esperar que algo funcione para nós se as nossas mentes e corpos ainda estiverem intoxicados pelo álcool e outras drogas.

O tratamento que só visa a libertação física, o deixar usar as drogas, corre o risco de que nas adversidades, recorrer à 'mesma solução' que é usar drogas, pois não ocorreram as mudanças interiores, ou seja o dependente disponha a buscar ajuda no seu interior, para descobrir um novo caminho que igual a um projeto de vida para resgatar-se como ser-ao-mundo. Em um projeto de vida é fundamental que seja em direção ao outro, ou seja que o outro esteja presente. Tratamento é pensar na vida a fim de resgatar de forma autêntica a experiência do EU e do NÓS. No fundo tratar é o dependente recomeçar a gostar de si mesmo, é valorizar a vida. Mudando a si, ao mesmo tempo muda seu posicionamento no social.

O psicólogo Carl Rogers demonstra que em todo organismo, em qualquer nível, existe um movimento em direção ao crescimento. Esse processo é denominado de tendência de realização. Esta tendência de realização pode ser impedida, mas não destruída, a não ser que se destrua o organismo. Por isso afirmamos categoricamente que a drogadição não é uma condição sem esperança, e que existe o tratamento e o estar em recuperação.

O dependente químico em recuperação, quando para de usar apresenta a síndrome de abstinência . Sendo aguda e aparece em horas ou dias, sendo demorada e aparece após meses ou anos.

Síndrome de abstinência psicológica ocorre na mudança da emoção, os sinais e sintomas são:

emocionais- ansiedade [o DQ é o dobro ansioso que a média da população], alteração do humor [mudança brusca de comportamento], agressividade, angústia, irritabilidade, tensão, desorientação no tempo e no espaço, convulsões, paranóia [medo, perseguição, pânico], depressão primária [o DQ gera problemas iguais ao depressivo]. memória - confusão mental, concentração, raciocínio, lapsos de memória, crise de identidade.

sono-sono alterado [insônia ou sono pesado], sonhos aumentados [onde as angústias são resolvidas, a fabricação de coisas boas e a esperança de acontecer], pesadelo [ geralmente com a drogadição ].

Síndrome de abstinência física ocorre as mudanças físicas, os sinais e sintomas são -
alucinações e delírios, dor de cabeça, cãibras, sudorese, dores musculares, tremores, fadiga, oscilação pressão arterial, taquicardia, febre, náuseas, vómitos, diarréia ou intestino preso, falta de apetite.

O dependente após período de tratamento e ao estar em recuperação, começar a construir a sua auto estima através dos seguintes itens:

A minha recuperação não é para as pessoas e sim para eu ter equilíbrio na minha vida - sincero e honesto - não utilizar a manipulação - vá com calma, mas vá - estabelecer e cumprir as metas - ser assertivo - quando do ressentimento se perdoar - evitar amigos da ativa, hábitos, lugares, idéias e diversões - trabalhar o bom humor - evitar o isolamento - ame-se, seja seu melhor amigo - escolher a felicidade - identificar as suas forças - ter um sistema de valores racionais - referir-se a si mesmo com nomes positivos - colocar limite para as críticas destrutivas - melhorar-se, tentar coisas novas - decidir qual o meu valor - respeitar seu corpo com alimentos nutritivos e exercícios - meditar, orar, relaxar, tirar tempo para si mesmo.

O dependente em recuperação, na condição de pessoa tem inúmeros direitos pessoais, destaco o seguinte - dependendo da maneira que trato as pessoas, tenho o direto de exigir coisas dessas pessoas como por exemplo - RESPEITO

A recuperação começa com aplicação dos princípios espirituais contidos nos DOZE PASSOS dos grupos de mútua ajuda [ AA - ALCÓOLICOS ANÔNIMOS , NA - NARCÓTICOS ANÔNIMOS ], em todas as áreas da vida.

Ir as reuniões de recuperação dos grupos de mútua ajuda, aprendemos o valor de conversar com outros dependentes que compartilham dos nossos problemas, esperanças, metas, e reconhecemos que um dependente pode compreender e ajudar melhor outro dependente.

Na recuperação o dependente além de freqüentar as reuniões dos grupos de mútua ajuda, deve fazer terapia com psicólogos, porque a psicoterapia visa ajudá-lo a se conhecer melhor, e ajudar no combate ao hábito obsesivo e compulsivo da doença.

m recuperação serão apresentados princípios espirituais, como a rendição que é a aceitação da nossa doença e começamos a acreditar, a um nível mais profundo,que também nós podemos nos recuperar e ficamos abertos à mudança , verdadeiramente ocorre a rendição. A rendição significa que não temos mais que lutar. Estamos dispostos a fazer o que for necessário para ficarmos limpos e abstinentes, a tentar um novo modo de vida e até a fazer do que não gostamos.


Quando a vida do dependente parece estar a cair aos pedaços, ele concentra-se nas bases do programa dos DOZE PASSOS, e em ver que a rendição é que a vitória, está em admitirmos a derrota perante a drogadição. O vazio deixado pela drogadição é preenchido através da prática e da vivência dos DOZE PASSOS.


Quando o dependente admite a sua impotência perante as drogas e que tinha perdido o domínio da sua vida, o dependente abre a porta para que um Deus maior que nós nos ajude. Não é onde estávamos que conta, mas para onde estamos indo que importa. Colocamos a vida espiritual em primeiro lugar e aprendemos a usar esses princípios espirituas como a paciência, tolerância, humildade, mente aberta, honestidade e boa vontade nas nossas vidas diárias. São atitudes novas que nos ajudam a admitir os nossos erros e pedir ajuda.

Em recuperação os fracassos são apenas contrariedades temporárias, as crises são, assim, oportunidades para fazer crescer a bagagem de vida, de se ficar mais sábio e para aumentar o crescimento espiritual. Aprendemos que os conflitos são parte da realidade, e aprendemos novas maneiras de resolvê-los, em vez de fugir deles. Aprendemos que, se uma solução não for prática, ela não é espiritual.

No passado, transformávamos as situações em problemas; fazíamos uma tempestade de um copo d'água. Foram as nossas grandes idéias que nos trouxeram aqui. Em recuperação, aprendemos a depender de um Deus maior do que nós. Não temos todas as respostas ou soluções, mas podemos aprender a viver sem drogas e um novo modo de vida. Podemos nos manter limpos e apre ciar a vida como ela é, se nos lembramos de viver SÓ POR HOJE.



Não somos responsáveis pela nossa doença, apenas pela nossa recuperação. À medida que começamos a aplicar o que aprendemos,nossas vidas começam a mudar para melhor.Descobrimos que nos tornamos capazes de receber assim como de dar. Passamos a conhecer a felicidade, alegria e liberdade. Não existe um modelo de dependente químico em recuperação. Mas sonhos perdidos despertam e surgem novas possibilidades.


A recuperação torna-se um processo de aproximação, perdemos o medo de tocar e de sermos tocados. Apren- demos que um simples abraço amigo pode fazer toda a diferença do mundo, quando nos sentimos sozinhos. Experimentamos o verdadeiro amor e a verdadeira amizade.

Como dependente em recuperação, temos dificuldades com a aceitação, que é essencial à nossa recuperação. Quando nos recusamos a praticar a aceitação, ainda estamos, de fato, negando a nossa fé num Deus maior que nós. Essa preocupação demonstra que é falta de fé. A rendição da nossa vontade por drogas põe-nos em contato com Deus, que preenche o vazio dentro de nós, que nada podia preencher. Aprendemos a confiar na ajuda de Deus diariamente. Viver SÓ POR HOJE alivia a carga do passado e o medo do futuro. Aprendemos a tomar as atitudes necessárias, e a deixar os resultados nas mãos de um Deus maior do que nós.


Gradualmente, à medida que nos centramos mais em Deus, do que em nós mesmos, o nosso desespero se transforma em esperança. A mudança também envolve essa grande fonte de medo, o desconhecido. O nosso Deus é a fonte de coragem que precisamos para encarar este medo.

Tudo o que conhecemos está sujeito a revisão, especialmente o que sabemos sobre a verdade. Reavaliamos as nossas velhas idéias, a fim conhecermos as novas idéias que levam a uma nova maneira de viver. Reconhecemos que somos humanos com uma doença física, mental e espiritual. Quando aceitamos que a nossa drogadição causou o nosso próprio inferno e que existe um Deus disponível para nos ajudar, começamos a fazer progressos na solução dos nossos problemas.


Na oração da serenidade, vemos que temos algumas coisas temos que aceitar, outras podemos modificar, e a sabedoria para perceber a diferença entre aceitar e modificar, vem com o crescimento espiritual. Se mantivermos diariamente a nossa condição espiritual, será mais fácil lidarmos com a dor e a confusão. Esta é a estabilidade emocional de que tanto precisamos.

Qualquer dependente limpo é um milagre.Mantemos o milagre vivo em contínua recuperação através de atitudes positivas. Se, após algum tempo, sentirmos dificuldades com a nossa recuperação, é porque, provavelmente, paramos de fazer alguma das coisas que nos ajudaram nas fases iniciais da recuperação.

domingo, 19 de setembro de 2010

Anjos caídos, um grande pesadelo



O que fazer em uma situação onde tudo já está totalmente fora de controle? 


A todas as mães coragem

Dúvidas?
Todas Temos.
Medos?
Todas temos.
O que conseguimos mudar na vida deles, com nossos medos e nossas dúvidas?
Nada.
A única coisa que conseguimos, é aumentar nossa ansiedade, descontrolar nosso emocional e deixar transparecer que não confiamos neles.
No caso dos menores, os pais tem que fazer o que tem ser feito. Se precisar de ordem judicial para tratar ou para internar, procurem o Conselho Tutelar, envolvam as autoridades para buscar ajuda para o tratamento.
No caso dos filhos adultos.
 Nada podemos fazer, a não ser confiar e deixar que vivam suas vidas.
Cada ser deve arcar com a consequência de seus atos. Se houver uma recaída, Deus permita que não, mas se houver e eles pedirem ajuda, estaremos sempre prontas para ajudar, mas a vida é deles.
Cuidemos da nossa, para estar fortes se uma necessidade houver.
Que Deus abençoe a todas nós, que abençoe nossos filhos e encontremos a tão sonhada PAZ...







Alta periculosidade 
 Cocaína
Seus usuários definem a cocaína da seguinte maneira: “gostosa, mas perigosa”.
As notícias constantemente veiculadas na imprensa de que foram apreendidos tantos quilos de pó remetem à figura do traficante de droga, alguém envolvido com crimese mortes. Os jovens confirmam essa idéia: “Cocaína édroga pesada, eu só uso droga leve”.

Essa periculosidade estimula uma paquera diferente.Quem já usa maconha vai para cocaína em busca de umoutro prazer, maior, já que a maconha vai se tornando cada vez menos prazerosa. Na busca desse prazer maior o usuário  não se preocupa com o tipo da droga.

A primeira vez

Os jovens experimentam o pó (cocaína) em festas, normalmente  depois de beber um pouco, para se divertirem  ainda mais. Sem ter bebido antes, o experimentador está mais preso à autocensura, portanto apto a controlar o impulso:  ele sabe que não deve porque é perigoso, mas a  censura interna é derrubada pelo álcool. E o ser humano sem censura realiza os seus desejos, sejam eles adequados ou não.

O jovem usa a cocaína porque ela está disponível, já existia uma paquera e/ou por falta de outra droga. Essa ficada é tão intensa que depois, mesmo longe das festas, o adolescente vai querer repetir a experiência.
A fatalidade está no poder viciante da cocaína, proporcional ao prazer provocado. Ela dá ao usuário a sensação de que tudo fica mais brilhante. Por isso é também chamada de bright (brilho). Trata-se de um psicoestimulante com efeito rápido e passageiro que faz a pessoa desejá-la mais e mais. Causa vivacidade e agitação, euforia e prazer. Porém, entre quinze e trinta minutos, a euforia e o prazer  desaparecem, cedendo lugar à depressão e ao desprazer.

O jovem, então, não pára quieto, tem mal-estar. Para diminuir o desconforto, recorre a outra droga: muitas vezes  grande quantidade de bebida de alto teor alcoólico,  tranqüilizantes e até mesmo a maconha.

Uma bola-de-neve

Ao usar cocaína, o usuário adquire o brilho químico da  droga e uma forte sensação de prazer. Quando os efeitos  passam, o estado residual é pior que o estado normal de  antes do uso da droga. Seus efeitos residuais tendem a  crescer, tornando insuportáveis a agitação e a depressão  que sobram depois. Além disso, o organismo rapidamente  desenvolve tolerância ao pó. A tendência da pessoa é aumentar  a dose para conseguir chegar ao brilho que já experimentou.


A ficada evolui rapidamente para namoro. Salvo raras exceções, nem há a fase intermediária do rolo, demonstrando já a força do perigo.

Quando experimenta cocaína pela primeira vez, o adolescente ainda tem a possibilidade de controlar a situação.

Depois, a droga assume o comando, o usuário quer cada vez mais o pó. Diferentemente do cigarro, da maconha  e do álcool, a cocaína tem que ser comprada. O cocainômano  (aquele que sofre da dependência psíquica da  cocaína) paga preço de ouro pelo pó, pois um grama de
cocaína custa seu equivalente em ouro. A cocaína produz  um casamento esquisito. O cocainômano pode fi car até  meses sem usá-la, mas não resiste ao vê-la. A compulsão  para usá-la o domina.

A droga não causa dependência física, e sim psicológica.  O usuário fica totalmente submetido ao desejo de usar o pó.  Torna-se escravo desse desejo e, depois, escravo do uso. Daí  vem o termo adicção à droga. Tal vontade de usar a cocaína  domina tanto o usuário que ele só pára quando o pó acaba,  não conseguindo guardá-lo para usar no dia seguinte.


O casamento saudável traz felicidade e crescimento  para ambos. Porém, no casamento com a cocaína, existem  somente promessas de felicidade (só o brilho). Logo, o usuário  arcará com prejuízos físicos, psicológicos, econômicos,  profissionais, familiares e sociais. Rapidamente a cocaína  acaba com tudo. E isso tem de ser dito aos jovens!

Quem tem a vontade soberana de usar a cocaína não  consegue fazer outra coisa além de cheirar ou se picar (injetar).  Se falta dinheiro, a pessoa rouba e/ou se prostitui.  Se não há água para diluir o pó, vale qualquer líquido. Se  não há mais veias nos braços onde aplicar, descobre vasos  nos locais mais inusitados, chega a provocar uma ereção  só para injetar o pó no pênis . Essa vontade tão forte é a  compulsão, lembra um estado psicótico, e pode levar o
cocainômano a morrer de overdose.

Crack


Fisgado para sempre

Neste caso, dificilmente ocorre a paquera. A pessoa experimenta  o crack por falta de alternativa. Quer usar droga,  não encontra cocaína, contenta-se com o que tiver. “Tem pouco dinheiro? Leva crack, que é mais barato!”

O crack não é oferecido pelo próprio consumidor, como  acontece com a maconha. É o traficante que vem com essa . Uma vez no crack, a pessoa passa a querê-lo sempre. Seu usuário vê vantagens em comparação à cocaína: é mais barato e produz sensações mais intensas. Entre os craqueiros,  existe um pesado presságio: “Experimentou uma vez,  está fisgado!”. O inconveniente é que seus efeitos passam  ainda mais depressa que os da cocaína, o que torna o crack mais viciante e, por isso, mais dispendioso.


A maioria dos craqueiros já usou outra droga antes.


Casamento com o crack é uma complicação. Maconha, a pessoa compra para guardar e usar em casa. Cocaína  até dá para levar para casa, embora dificilmente se consiga escondê-la, o crack nem chega a ser levado; é  consumido onde foi comprado. O usuário entra num processo de só parar de usar quando acabar o dinheiro  ou a droga.

Um barato muito caro

Se o dinheiro acabar, o usuário não tem o mínimo escrúpulo  em roubar ou se prostituir para conseguir dinheiro.  Quer dizer, o desejo pelo crack acaba com todos os valores  morais e éticos. Se o usuário de crack não voltar para casa,  é bem provável que ele tenha se isolado num hotel, num  beco qualquer ou até mesmo na rua para fumar. Pode  emagrecer vários quilos por ficar sem comer nem dormir.  Banho, nem pensar. Com roupas imundas, geralmente  sem nenhum dinheiro nem objetos pessoais que tenha algum  valor... é comum o usuário de crack estar envolvido  em outros crimes além do uso da droga.

texto retirado do Livro Anjos caídos de Içami Tiba

co dependencia

10 horas
(... ou “O Sonho de Uma Co-Dependente)

Às dez horas eu voltarei para você
E direi o que sempre quis ouvir.

Entrarei pelo portão já não moço, mas grisalho;
Não eufórico, rápido e alegre,
Mas calmo e feliz...

E a olharei com ternura e com amor.

Perguntarei se está tudo bem
Como quem realmente deseja
E se importa em saber.

Se precisa de alguma coisa
Ou mesmo, se esqueci alguma coisa...

Abraçarei tua cintura
E a beijarei assim.
Doce e simplesmente...

Abrirei a porta de nossa casa
E farei comentários tolos e burgueses
Tentando acompanhar o teu rítmo...

Falarei que vai chover,
Direi que encontrei um amigo
E que vi um dos seus filhos...

Enfim, mostrarei à você...

Que às 10 horas eu existo,
Que às 10 horas sei ainda
E sempre saberei quem eu sou e onde estou

E que às 10 horas
Durante todo o tempo
Que Deus ainda nos permitir...

Você estará lá no portão
Me esperando...
Calma, grisalha e feliz!



Pois é, pessoal deixa eu me apresentar.
Meu nome é Regina e sou co-dependente de meu marido que está em recuperação do alcoolismo há 9 meses.

Fiz estes versos para ele, muito embora até agora ele não os tenha lido, mas que depois de tantos anos reflete uma calmaria duramente alcançada.

Só por hoje vivemos como nas letras desses versos, como uma "profecia" como um desejo muito grande de como seria se meu marido desejasse se recuperar, um sonho mesmo de uma co-dependente, cujo marido às dez horas da manhã já estava em estado lamentável de prostação pela ingestão do álcool.

Antes que ele aceitasse um tratamento, há muitos anos participo de grupos de auto ajuda o que permitiu que eu compreendesse alguma coisa sobre a sua doença e mais do que isso, sobre eu mesma.

Compreendi que Deus estará sempre em nossas vidas, mas que isto não implica que nós deveremos viver um à vida do outro, cada um tem o seu caminho, a sua conquista e ela será sempre individual.

Continuamos aprendendo e somos gratos imensamente por isto.

Abraços!

CO-dependência

Recuperação é navalha na carne, matando um leão por dia!


Hoje o dia está lindo, né? Já abriu a sua janela e viu como estamos sendo abençoados por este dia?

Eu fiz isso hoje depois de algum tempo em standy by...


Sabe, cansei de ficar reclamando. Potencializando as coisas que não estavam indo da maneira que eu gostaria, e resolvi ver beleza e milagre nas pequenas coisas. Comecei a ter uma atitude de agradecimento por tudo, pelo dom da vida e do despertar.

Ás vezes, me sinto como uma criancinha, de frente a um muro de uma grande represa, com o meu pequeno dedo enfiado em uma fenda d'agua. Tentando impedir desesperadamente que o fluxo de água aumente, o buraco estoure e tudo se inunde... 

Sei que isso se chama tentativa de controle e insanidade. Quando me pego assim, faço a minha parte. Tapo o buraco com o que tiver ao meu alcance. Faço como as outras pessoas, corro para não ser engolida pela enxurrada, SALVO A MINHA VIDA.

O mais natural para mim, é viver segundo a minha mente dependente das vontades próprias e alheias, penso que vou salvar o mundo. Penso, que mesmo que todos corram para salvarem suas vidas, que tenho a obrigação de ficar. Pois, resolverei o problema da humanidade, mesmo que o pagamento seja uma medalha, em uma homenagem póstuma, bem no meio do meu peito. 

Aí, tenho que me render e ver o quanto ainda tenho que mudar e admitir o meu real tamanho... Admitir para Deus, para eu mesma, e para vocês que não sei viver... Que não salvo ninguém e que tem dias que mal consigo administrar a minha própria vida.

Não sou nenhuma heroína, sou um ser humano falho, cheia de dificuldades e inabilidades. Sou só mais uma que voltou do inferno, e resolvi dividir isso com aqueles que tem como barreira, algo em comum comigo.

Existem dias que desesperadamente olho para Deus e questiono... Poxa! Dá para me ajudar com essa dor aqui dentro de mim? E, ele pacientemente, me responde: Espere... Vai passar! Eu espero, oro, busco mudar, tento fazer melhor e diferente de ontem, e, no tempo "dele", passa mesmo.

Ás vezes, me canso das pessoas, da hipocrisia, do falso moralismo, da insignificância e da futilidade de pessoas que me cercam. Me afasto delas com a última cartada, tipo uma auto defesa. Muitas vezes, só tenho essa alternativa como válvula de escape. E, em outras vezes, eu tenho que protege-las de mim mesma e do meu total egocentrismo. 

Preciso poupá-las da minha eterna auto piedade e da minha carência, que acaba por destruir minhas relações, tornando-as doentias. Me torno exigente demais, chata demais, chorona demais... Fico fazendo cobranças absurdas. Querendo carinho, compreensão e atenção, o tempo todo, isso racha o relacionamento e divide em partes e pedancinhos disjuntos, que se perdem, e não se encontram jamais. Quando algo assim acontece, só o tempo para modificar, só o tempo...

Sou assim mesmo, imperfeita, não se espantem. Se Deus me tirasse todas as dores e dificuldades, eu não estaria aqui... Estaria em uma parada bem melhor, ou talvez, morta...

Se vieram até aqui para buscar uma fórmula perfeita de sucesso pós derrota, podem dar meia volta e procurar no Google digitando na caixa de pesquisa: Contos de fadas!" Aqui,  não tem nada disso não... Sou alguém que não tem compromisso com o sucesso, nem com nada. Que não espera agradar, persuadir, convencer ninguém a pensar como eu. Eu só quero falar de mim, e se, falando de mim te ajudar, bingo! Legal para ambos, né?

Ás vezes, me canso dessa sociedade mentirosa, permissiva, que se omite diante da verdade que nos salta aos olhos. Me canso de olhares tortos, de palavras inconvenientes, de falsos julgamentos, e de pessoas que são analfabetas no quesito vida. Pessoas que varrem a sujeira de suas vidas para debaixo do tapete. 

Seguem empinando o nariz e tripudiando em cima da dor dos outros. Se você cair, cuidado, elas podem lhe bicar a cara, sem pensar duas vezes!

Um dia, naqueles momentos de horror da adicção ativa, eu pedi tanto a Deus para voltar a essa sociedade, e voltei. Hoje, mesmo a duras penas, tenho que tentar me adptar ao caos, e encarar toda essa falsa moralidade, lidando com a verdadeira história que ninguém quer contar, plastificada, e esquecida em algum canto...

Estar de volta a sociedade, não significa que eu tenha um trato com a conivência e com a complacência. Vivemos em uma sociedade hipócrita, onde a pessoa só vale o que tem. O que rege o mundo são as grifes, o dinheiro, os carros. Valores reais são irreais, e sem valor.

Virtude e honestidade, são pecados capitais. Alguns, até falam baixo sobre elas, pode ser vergonhoso e fora do comum fazer e pensar certo. Ah, quanto desvio de caráter!

Por isso, me exponho. Por que tenho como missão, falar dessa possível volta ao convívio e a coletividade. Ressocializo - me sendo plena, justa, sem me perder no auto engano da aceitação social.

Me espanto cada vez mais em perceber que para muitos, o que vale é o que você tem, e o que pode oferecer, e não o que você é por dentro. Seu caráter e sua reputação irrefutável é visto como um aleijão .

Estou vivendo um momento de filtragem em minha vida. Alguns pensam que estou me isolando.Não estou. Fiquem absolutamente tranquilos. Estou saindo do meio do barulho e da confusão para tentar ouvir a voz de Deus e da recuperação. Estou faxinando a MINHA alma e a MINHA vida. Revendo meus comportamentos. Tentando fazer diferente. Preciso ficar a sós, com o meu poder superior, e tentar ouvir a sua voz.

Preciso deixar que meus maus pensamentos morram de morte natural. Que sigam um curso diferente, e desemboque para fora da minha mente.

Preciso do silencio da alma, para que eu ouça os meus passos, caminhando para a direção certa.
Preciso parar de achar, achar demais me cansa e esgota.
Preciso especular menos e agir mais.
Preciso me reavaliar com sinceridade, me dando a oportunidade de reciclar meus atos.
Preciso parar de rir de tudo, quem ri demais tem sempre uma grande dor escondida. Por isso, quero sorrir nas horas certas, e chorar se preciso for. Sem ter que me explicar para ninguém, nem me desculpar se, ao abrir minha janela pela manhã, não conseguir ver graça na vida.

Por que sei que algumas pessoas ficam imaginando o quanto sou forte, mas não sou... Sou apenas mais uma pessoa que tenta ser feliz. Ás vezes consigo, outras não... Mas, assim é a vida. Se pudermos entender nossos momentos ruins e de questionamentos, e permitirmos que eles passam, eles passarão e viveremos bem melhor.

O importante é que com tudo isso, me mantenho sã, integra, inteira e fortalecida pela certeza de dias melhores. Vivendo o que tiver que eu tiver que viver. Sentindo a navalha na carne, matando um leão por dia e engolindo urubu com pena e tudo!

Darléa Zacharias