sábado, 18 de setembro de 2010

Mães contra o crack

Em Pelotas existe um grupo de mães inspirada nas “Mães da Praça de Maio”, da Argentina.
É o grupo Mães do Crack. Elas têm filhos viciado na pedra e se reúnem para encontrar soluções para resolver o dilema. Hoje à tarde o grupo fez uma caminhada silenciosa com as mão acorrentadas. Saíram da Câmara de Vereadores de Pelotas e andaram por mil e quinhentos metros até a frente da prefeitura.

Durante a caminhada me emocionei várias vezes. 
O silêncio só era quebrado pelo tilintar das correntes que amarravam os pulsos e o chorro contido de alguma mãe desesperada.


Cheeeeeeeeeeeega de sofrer! Crack, não!

Como tornar se presente na vida de seu filho. ( presença contra o crack)





Com a atribulada rotina, muitos pais, por falta de tempo ou disposição não acompanham o desenvolvimento de seus filhos, ou o fazem de forma precária.

É comum oferecerem brinquedos, presentes ou manterem a criança entretida com televisão, filmes, vídeo-game ou computador. Esse contexto pode ter diversas consequências, podendo incluir desde comportamentos para chamar a atenção até complicações mais sérias.

Uma criança precisa sentir-se olhada, valorizada. Necessita ser orientada em seus conflitos e conquistas. É fundamental que os pais exerçam esse papel de porto seguro para que os filhos possam crescer com tranqüilidade.

Estar presente na vida do seu filho é conversar com ele. Ouvir sobre seu dia-a-dia na escola, o que aprendeu, com quem brincou, brigou, conheceu. Elogiar um trabalho bem feito. Participar do desenvolvimento do seu filho é brincar com ele no seu tempo livre e desfrutar da sensação de relaxamento e alegria que isso proporciona. Andar de bicicleta, fazer bolha dentro da água, jogar, ensinar a perder ou ganhar, mas o mais importante: se relacionar. Vestir-se de Papai Noel enquanto ele acredita ou mesmo depois... É, quando adolescente, levá-lo somente até a esquina da festa, para ser visto sem a “humilhante” presença dos pais, permitindo-lhe a ilusão de independência, necessária para a construção da verdadeira independência.

Finalmente, se você encontrar inspiração, pode escrever um diário para seu filho, relatando seus próprios sentimentos e pensamentos ao observar cada passo do desabrochar de uma nova vida. E, quando adulto, ele poderá se emocionar ao dar-se conta do amor e dedicação que envolve o cuidado com uma criança, oferecendo o mesmo para a nova geração neste maravilhoso “ciclo da vida”.

Meu medo de estar só

A TV foi sem dúvida uma grande invenção para a humanidade não somente no que diz respeito à informação, como também em um aspecto que quero tratar aqui: o medo que temos de nós mesmos. A TV, por exemplo, nunca nos deixa sozinhos, por mais que o programa seja ruim, o apresentador ou apresentadora sem talento algum e as matérias a mais pura futilidade. O importante é não estarmos a sós! Mas por que este medo todo ? Não escrevo aqui para criar uma tese a respeito do assunto, mas apenas como um impulso de vontade, talvez para dizer a vocês algo que percebi em mim mesmo, e as vezes em outras pessoas, a fim de saber se isto realmente ocorre ou é apenas uma loucura individual.
Percebi que estar só é temerário. Sempre procuramos algo para fazer, algo para "distrair" nossa mente, mas por que ela necessita de distração? Hoje, por exemplo, um domingo fechado e chuvoso é o convite para sentarmos no sofá, desligarmos todos os aparelhos de TV, rádio e computador (apesar de estar usando um para escrever este texto) e procurar estar a sós conosco. Talvez seja perturbador refletir sobre o que andamos fazendo de nossas vidas, sobre o quanto é inútil nosso trabalho ou o quanto não gostamos do que fazemos, saber aonde estamos errando ou mesmo se podemos fazer algo melhor. Isto, na verdade, é temerário, um perigo para a "boa sociedade". Já pensaram em mais da metade da população quebrando tudo porque não aguenta o que faz todos os dias? O medo talvez seja de refletir sobre a mudança.
Bom, utilizei a TV como exemplo apenas por perceber que ela é meu meio de escapar, mas existem infinitas outras formas, como por exemplo aquelas pessoas que não conseguem ficar sem um namorado(a) ou tem de casar pelo medo de ficarem solitárias e não por amarem uma pessoa e assim desejar compartilhar com esta seus momentos bons e ruins.
Impressionante como me nego a sentar e ficar um pouco quieto sem ceder ao instinto de passar meus dedos pelo controle remoto, à procura da tecla que me "trará de volta" para o mundo. O mundo...uma ilusão acreditar que nós consumimos o mundo, é ele quem nos consome, a cada dia mais e mais (clichê esta ultima frase, não?). Talvez o medo de encarar este fato é que faça com que não consiga, nem por um minuto, sentar e imaginar quem sou e o que estou fazendo. O que serei nem importa tanto pois as coisas mudam com tal velocidade que nem as melhores expectativas poderiam nos trazer a mais tênue idéia do que será daqui a 1 ou 2 quilômetros à frente em nossa estrada. Enquanto isto podemos fugir o máximo possível, aproveitando para alimentar nossos desejos por um novo celular ou pelo modelo de vida ideal.
E por falar em vida, que ideal é este que procuramos? O quanto este foi vendido por alguém ou por um grupo? Será que ele é bom para mim? Humm...taí mais um motivo para ter medo de ficar longe da TV, talvez seja o medo de descobrir que este modelo é uma mentira! E o que fazer se descobrir isto? A estrada é longa gente (pelo menos eu espero que seja) e não vou arriscar, pelo menos no meu caso, palpite nenhum para os próximos quilômetros... Será que meu desejo pela ascenção profissional é uma maneira de encobrir o quanto eu sou vazio por dentro, o quanto eu desprezo as pequenas coisas boas da vida em troca do que as outras pessoas pensarão de mim? Será que meditar e mendingar um prato de arroz, como faziam os monges budistas, é uma vergonha ou significa que sua auto-estima é tão grande que está acima do que pensam as pessoas. Seria uma boa troca o status social em detrimento de uma busca do auto-conhecimento? Bom, para o auto conhecimento acredito existirem vários caminhos, mas pelo que entendo nenhum deles é através de um controle remoto. Parece que quanto mais paro para estar sozinho comigo, mais motivos vejo para "fugir" deste encontro fatídico, porém uma hora ou outra teremos que nos enfrentar face to face.
Gente, acho que precisamos é de mais amor, tanto com relação a nós quanto ao mundo. Você já falou hoje para a pessoa que você ama, que a ama? Encontrar os outros pode ser um bom começo para encotrar a nós mesmos. Então desliga esta TV e corre pro abraço!!!!

autor danielusp@bol.com.br

Como ter atitudes compreensivas





Muitas pessoas, ao verem seus amigos e familiares em situações de conflitos ou estresse, não sabem muito bem o que dizer para demonstrar apoio emocional e acabam piorando a situação... Veja algumas dicas de como fazer isso sem cometer gafes que acabam tendo o efeito contrário.

1) Um amigo (a) teu começa a chorar. 
O que fazer: 
* Caso se sinta confortável, abrace-o e deixe-o chorar por uns instantes. Tenha uma atitude acolhedora até que ele se sinta mais calmo.


* NUNCA DIGA: "Pára de chorar!" ;" Não chore!"; " Não precisa chorar" - Essas frases são péssimas e fazem a pessoa se sentir incompreendida e que o outro não está tendo paciência para ouvi-la.

2) Um amigo está te contando um algum tipo de situação que o aborreceu ( Ex. Brigas de namorados, "fracassos" numa entrevista de emprego, etc...) 
O que fazer: 
* Ouça em silêncio e dê sua opinião, se solicitada, evitando generalizações que não acrescentem em nada e só contribuem para que a pessoa fique com mais raiva. 
* Evite frases do tipo: "O ser humano é assim mesmo"; "Homem não presta"; "Mulher é tudo igual"; " A vida é assim"; " Depois passa"...

3) Procure ter tato caso queira apontar algum erro do amigo E faça isso, de preferência fora dos momentos onde as emoções estão mais afloradas;

4) Aprenda a reconhecer os períodos de "crise pessoal" ( ou seja, períodos que o amigo fica confuso, um pouco isolado, "nervoso") e as tuas próprias também. Procure não cobrar de ninguém algo que naquele momento a pessoa não pode te dar. Quando a crise passar, a própria pessoa retornará ao seu equilíbrio anterior. Esteja aberto ao diálogo.

5) Se as crises durarem muito tempo, ajude o amigo, procurando profissionais especializados - médicos, psicólogos, entre outros.

Autor(a): Thelma C. de Canhete



Como deixar o crack e sair na boa...





O crack é uma mistura de cocaína em pó,bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada que resultam em pequenos grãos (pedras), que são fumados em cachimbos (ou objetos semelhantes). Desde seu surgimento vem substituindo a cocaína por ser seis vezes mais potente e mais barato. Também aqui “o barato sai caro”. Em 15 segundos já se iniciam os efeitos:forte aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremor muscular e excitação acentuada, sensações de aparente bem-estar, aumento da capacidade física e mental, indiferença à dor e ao cansaço. Os sintomas da “síndrome de abstinência” também chegam rapidamente. Em quinze minutos, surge de novo a necessidade de inalar a fumaça de outra pedra, caso contrário chegarão inevitavelmente o desgaste físico, a prostração e a depressão profunda. A pessoa que o experimenta sente rapidamente a compulsão (desejo incontrolável, “fissura”)de usá-lo de novo, para manter o organismo em ritmo acelerado.Com isso, o usuário acaba precisando fazer uso de maiores quantidades, fazendo gastos progressivamente maiores. A partir daí vai se tornando cada vez mais difícil o convívio com pessoas não usuárias, o desenvolvimento de atividades profissionais ou escolares. Sob a pressão do traficante e do próprio vício, vai ficando cada vez mais difícil se manter honestamente. Muitas pessoas, depois de contrair uma série de dívidas acabam partindo para a ilegalidade, inicialmente com pequenos furtos em casa, podendo até ser aliciados para a prática do tráfico ou outros delitos. Na vigência da “fissura” o usuário perde parte do seu senso crítico e, para conseguir a droga, pode realizar coisas com as quais não concordaria em seu estado normal. A culpa pelos erros pode causar uma sensação de mal-estar intensa, que também leva a procurar alívio usando mais droga.Por outro lado, as pessoas que se sentem prejudicadas pelo comportamento do usuário podem se afastar, deixando-o ainda mais vulnerável ao envolvimento com a ilegalidade e o tráfico. Lembro-me de ouvir de um rapaz:”Meu pai não está nem aí comigo, só porque bati o carro dele umas vezes vive me criticando. Ele só pensa em coisas materiais. Meus camaradinhas,não. Eles gostam de mim e me ajudam.Me ajudaram a vender um monte de coisas que eu peguei lá em casa prá gente comprar pedras junto.”

A necessidade de uso frequente, de doses progressivamente maiores para se obter o mesmo efeito leva ao risco de overdose, ou seja, a ação fulminante de grande quantidade de crack sobre o sistema nervoso central e aparelhos cárdio-vascular e respiratório pode levar à morte durante o uso.

Não é fácil deixar um vício, qualquer que seja ele. Os usuários que apresentam síndrome de abstinência acabam usando a droga não mais pelo prazer, mas para evitar o sofrimento físico e mental causado pela falta dela. Ansiedade, angústia, frustração por não conseguir suportar a falta da droga podem levar a pessoa a se tornar agressiva, impulsiva, irritável, desenvolver depressão profunda, com risco suicida.

Para se deixar a dependência de crack é indispensável a vontade do viciado. Ele precisa ter consciência de todas as perdas e riscos que o uso do crack traz e decidir deixá-lo definitivamente. A partir dessa decisão é possível iniciar um tratamento, isso mesmo, tratamento, porque a dependência de substância é doença, e das mais graves. A ajuda de outras pessoas é imprescindível, porque a pessoa muitas vezes vai travar uma batalha com ela mesma.O indivíduo vive um grande conflito entre seu desejo pela droga e a atitude de não usá-la, ou seja o corpo quer, exige, e a mente impede. Muitas vezes vai ser necessária ajuda externa para conseguir resistir.

É importante afastar-se de situações ligadas à droga, pois a simples possibilidade de usá-la, ou só saber que seus colegas de vício estão indo se drogar já aumenta a vontade.É necessário construir uma nova rede de relacionamentos afetivos, hábitos, atividades que aumentem a sensação de engajamento e a auto-estima para dar ao indivíduo a força necessária para deixar de usar o crack e se manter longe dele. O risco de recaídas é muito grande, o que exige o cuidado por período prolongado após a parada do uso. Os grupos de pessoas que estão lutando para deixar o uso são oportunidade importante para trocar idéias, compartilhar as dificuldades e vitórias, dar força mútua num momento de tanta fragilidade. A percepção de não estar sozinho e solto no mundo, mas de estar convivendo com outras pessoas que “navegam no mesmo barco”, diminui a vulnerabilidade, encoraja a construir uma nova forma de vida.

Na luta contra o crack







Os números são assustadores, e remetem a verdadeira epidemia, sem controle, sem vacina, sem especialistas suficientes para tratar da doença. Muito menos para preveni-la. O assunto é o crack, que atinge hoje, no Brasil, nada menos de 1,2 milhão de pessoas, que começam a usar a droga a partir dos 13 anos. Os dados foram apresentados ontem, durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados.

Na verdade, eles representam uma estimativa, feita com base em dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Mas refletem bem a realidade do país, até agora à mercê desta hedionda epidemia que atinge a família brasileira, de todas as camadas da sociedade.

Aliás, embora com atraso, excelente a ideia da criação desta frente parlamentar que, espera-se, alcance o sucesso em seus objetivos essenciais, quais sejam o de lutar, incessantemente, contra a epidemia de crack que atingiu o país.

Na verdade, a epidemia já estava entre as prioridades do Ministério da Saúde, que, em dezembro passado, lançou a criativa Campanha Nacional de Combate ao Crack, já de posse de dados extremamente preocupantes sobre o crescimento assustador do consumo da droga no Brasil.

Entretanto, somente uma campanha não resolve a intrincada questão. É preciso investir mais, tanto no combate ao tráfico como no tratamento dos usuários. O mais grave é a popularização da droga entre jovens dos 15 aos 29 anos de idade, justamente o público alvo da última ação do Governo federal contra o crack.

E a constatação, do próprio Ministério da Saúde, é a de que não se conseguiu resolver a situação criada pelo crescimento importante do número de brasileiros dependentes do crack. Na verdade, são insuficientes as clínicas especializadas no tratamento destes dependentes químicos conveniadas ao Sistema Único de Saúde. Importante destacar que o próprio convencimento do usuário para que se submeta ao tratamento ou à internação já é difícil, pois não se dispõe de profissionais preparados para tal função.

Infelizmente, não são poucas as famílias brasileiras duramente atingidas pelo crack, que não têm a quem recorrer. Não raros são os casos de mães desesperadas que acorrentam seus filhos em casa, na tentativa de afastá-los da droga. Uma realidade que precisa ser mudada, urgentemente.


Retirado do site R7 - Opinião do Hoje em dia.

O crack nada craque

Estamos em aguda e profunda crise urbana e social relacionada ao crack, essa droga avassaladora, aniquiladora e mortal que vem fazendo vítimas e mais vítimas diariamente em todo canto do nosso País.
A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como: ácido sulfúrico, querosene ou solvente e a cal virgem,  que ao serem processados e misturados se transformam numa pasta endurecida homogênea de cor branco caramelizada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio cocaína com os outros produtos altamente nocivos citados. A droga é fumada pura, misturada num cigarro comum ou num cigarro de maconha que recebe a denominação de “bazuca”.  
A fumaça altamente tóxica do crack é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando inicialmente euforia e aumento de energia ao usuário, com isso advém, a diminuição do sono e do apetite com a conseqüente perda de peso bastante rápida e expressiva, sendo que, logo no primeiro ou segundo experimento a pessoa logo vicia.
Não demora muito e os efeitos nefastos biológicos aparecem para os seus usuários, tais como: aceleração ou diminuição do ritmo cardíaco, dilação da pupila, elevação ou diminuição da pressão sanguínea, calafrios, náuseas, vômitos, convulsão, parada respiratória, coma ou parada cardíaca, infarto,  doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC). Assim os seus usuários passam a ser verdadeiros mortos-vivos.
No País do futebol precisamos sempre formar mais e mais competentes e excelentes atletas craques da bola, do esporte e não incompetentes e debilitados cracks desta droga satânica.

Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedesmarques@infonet.com.br  - archimedes-marques@bol.com.br

Oração da Serenidade




Deus, conceda-me Serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, Coragem para modificar aquelas que posso e Sabedoria para reconhecer a diferença, Só por Hoje, Funciona.

O que é adicção?

O Quadro de Custódios do Serviço Mundial desenvolveu o texto "O que é Adicção?" durante o ano da conferência de 1988-1989. Posteriormente, ele foi amplamente utilizado por membros de NA, inclusive membros envolvidos com os esforços dos comitês locais de tradução. A seguinte adaptação do boletim 17 foi fornecida durante o ano de conferência 1994-1995, dirigida às necessidades específicas desses comitês. A tarefa de definir adicção tem desafiado médicos, juízes, padres, adictos, suas famílias e as pessoas em geral, por toda a história. Existem tantas definições potenciais quanto existem grupos com interesses em definir adicção. Essas definições enfatizam coisas tais como dependência fisiológica, dependência psicológica, dinâmica familiar, problemas comportamentais e moralidade. Esta lista poderia ser bastante incrementada, e NA poderia chegar com sua própria definição e acrescentá-la à lista. Felizmente, a Tradição Dez nos afasta de tais discussões públicas. Nitidamente, debater tais questões não é tarefa de NA. Nossa tarefa é levar a mensagem de recuperação para o adicto que ainda sofre. Ainda assim, definir adicção para nós mesmos é sem dúvida importante para o processo de recuperação.

Afinal de contas, no Primeiro Passo admitimos impotência perante ela. Esta admissão é a fundação sobre a qual nossa recuperação é construída. Então a pergunta "O que é Adicção?" é, de fato, relevante; a irmandade tem a responsabilidade de considerá-la cuidadosamente. Este texto não incluirá uma declaração do entendimento mais amplo de nossa irmandade a respeito do que é adicção. Isto pode ser encontrado no Texto Básico, especialmente no capítulo "Quem é um adicto?". Em vez disso, focalizaremos em alguns assuntos difíceis que pediu-se ao Quadro de Custódios do Serviço Mundial que considerasse.

N.A. - Onde procurar ajuda contra o crack





Os doze passos

1º. Admitimos que éramos impotentes perante a nossa adicção, que nossas vidas tinham se tornado incontroláveis.

2º. Viemos a acreditar que um Poder maior do que nós poderia devolver-nos à sanidade.

3º. Decidimos entregar nossa vontade e nossas vidas aos cuidados de Deus, da maneira como nós o compreendíamos.

4º. Fizemos um profundo e destemido inventário moral de nós mesmos.

5º. Admitimos a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano a natureza exata das nossas falhas.

6º. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.

7º. Humildemente pedimos a Ele que removesse nossos defeitos.

8º. Fizemos uma lista de todas as pessoas que tínhamos prejudicado, e dispusemo-nos a fazer reparações a todas elas.

9º. Fizemos reparações diretas a tais pessoas, sempre que possível, exceto quando faze-lo pudesse prejudica-las ou a outras.

10º. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.

11º. Procuramos, através de prece e meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, da maneira como nós O compreendíamos, rogando apenas o conhecimento da Sua vontade em relação a nós, e o poder de realizar essa vontade.

12º. Tendo experimentado um despertar espiritual, como resultado destes passos, procuramos levar esta mensagem a outros adictos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.


Crack: "Fazia roleta-russa com um revólver calibre 22"




“Meus pais sempre foram muito rígidos. A primeira vez em que me autorizaram a viajar sozinho, fui para Maresias e experimentei maconha. Dois anos depois, cheirei cocaína. Quando a gente se mudou do Butantã para a Granja Viana, pedi ao pessoal da minha classe para não deixar de me chamar quando fossem fumar um. O problema é que logo na primeira vez me falaram que a droga era outra, o crack.
Fomos até a favela, em Carapicuíba, compramos, e eu experimentei. Em menos de dez segundos, meu corpo relaxou e comecei a suar frio. Foi uma enorme e rápida sensação de prazer. Daí você logo quer mais. No fim de semana seguinte, estávamos na favela de novo. Na terceira vez, já ia para lá sozinho. Passei um ano inteiro usando quase todos os dias. Perdi 12 quilos e fui demitido de um restaurante bacana no Itaim, onde trabalhava como chef (P.F. é formado em gastronomia pela FMU). Chegou um dia em que não queria mais usar. Mas não conseguia parar. Ia para a boca comprar chorando.
Um amigo meu se enforcou, outro pulou do prédio. Eu também queria morrer. Fazia roleta-russa com um revólver calibre 22 e cheguei a tomar uma caixa de ansiolítico. Fiquei três dias na UTI. Já tive duas recaídas, mas quero esquecer tudo isso. Estou limpo há seis meses.”
P.F., 31 anos, chef de restaurante. Ele passa o dia (9h às 18h) na Clínica Alamedas, na Alameda Franca. Paga 350 reais pela diária e mais 150 reais pelo acompanhamento de um terapeuta no período em que está fora dali.

Retirado da revista Veja SP






Por Henrique Skujis e Maria Paola de Salvo | 02/06/2010

Crack - A droga que leva ao fundo do poço





Que o crack é uma droga devastadora não resta a menos dúvida. Os prazeres iniciais são logo substituídos por vivencias dramáticas que levam as pessoas as situações mais absurdas. Observando os depoimentos de crianças, jovens e adultos que conheceram o inferno, podemos concluir que o uso do crack leva a completa degradação humana. 


Antes restrita a indigentes que perambulam pelo centro, o crack hoje é consumido  todas as classes sociais.

As histórias contadas por usuários e ex-usuários de crack são chocantes. Sempre. Quem cai nas teias dessa droga derivada da cocaína tem em um curto espaço de tempo a saúde devastada, as relações sociais destruídas e a vida destroçada. São depoimentos crus, sem meias palavras, que humanizam estatísticas cada vez mais alarmantes. Dados da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostram um crescimento de 42% no número de viciados em crack que procuraram tratamento entre 2005 e 2009 no Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad).
Os relatos têm suas evidentes particularidades, mas se parecem ao mostrar que o usuário mergulha em total perda de contato com a realidade e em uma tamanha dependência que nada, absolutamente nada, é mais importante do que a próxima pedra a ser fumada. Emprego, amigos e família (pais, cônjuge e até os próprios filhos) desabam na escala de valor de quem está possuído pela droga. “O crack é a droga da amoralidade. Faz o usuário virar um homem de Neandertal”, afirma o psiquiatra Pablo Roig, especialista em dependência química e dono da clínica Greenwood, em Itapecerica da Serra — lá, 60% dos pacientes internados são viciados em crack; até 2000, essa estatística beirava zero. “Na boca, tem sempre mais gente vendendo crack do que outras drogas. Parece fila do McDonald’s”, diz João, 25 anos, estudante de engenharia, filho e neto de médicos, que há um ano e dois meses tenta largar o vício na Greenwood e paga 500 reais pela diária.
A degradação acontece em uma velocidade incontrolável. Em menos de um mês, o fumante deixa de ser um ingênuo calouro em busca de novas sensações para se tornar usuário contumaz, viciado e entregue aos efeitos devastadores da droga. Ao contrário do que ocorre com a maconha, com o álcool e mesmo com a cocaína, que, apesar do perigo extremo, demoram mais para provocar danos degradantes, o crack causa prejuízos em curtíssimo espaço de tempo.
Segundo estudo do psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo, 30% dos dependentes de crack morrem antes de completar cinco anos de uso. “É um índice maior que o da leucemia e de outras doenças graves”, alerta. As causas dos óbitos vão além dos malefícios da droga no corpo — para conseguir saciar o vício, o usuário perde a noção do perigo e envolve-se constantemente em situações de alto risco. “Mais da metade dessas mortes foi decorrente de confrontos com traficantes ou policiais.” A destemida busca pelo crack é acarretada pelo seu elevado e incomparável potencial viciante. “É raríssimo encontrar alguém que o use apenas social e esporadicamente”, diz a psicóloga Fátima Padin, especialista em dependência química e proprietária da Clínica Alamedas, nos Jardins. “Quem prova uma vez fatalmente vai querer usar de novo e de novo e de novo.” A sujeição cega deve-se ao imediatismo de seu efeito. Números que assustam

Morte anunciada: Um em cada três usuários de crack morre nos primeiros cinco anos de consumo da droga, segundo estudo da Unifesp. Veja as principais causas da morte.

42% foi o crescimento da procura de dependentes de crack pelo Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) entre 2005 e 2009
42% foi o crescimento da procura de dependentes de crack pelo Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) entre 2005 e 2009

Surgido nos Estados Unidos, o crack é, grosso modo, a cocaína em pedra, para ser fumada em cachimbos ou latas. Ao ser tragada, a droga atinge os pulmões e entra na corrente sanguínea instantaneamente, chegando ao cérebro em menos de dez segundos, ao contrário da cocaína em pó, que leva cerca de dez minutos para fazer o trajeto. “Ao tragar, o barato é instantâneo. E, para piorar, curto”, conta o psiquiatra Jorge César Gomes de Figueiredo, da clínica Vitória, em Embu, a 30 quilômetros da capital. “Você sempre quer mais e mais”, confirma Gabriel Mori, há pouco mais de três anos “limpo” — termo usado pelos viciados para definir os abstinentes. Morador do Butantã, Mori, 26 anos, empresário, é o retrato da realidade ainda pouco conhecida no universo do crack.
Antes relegada às classes mais baixas e simbolizada pela Cracolândia, no centro da cidade, a droga na última década ascendeu socialmente e passou a atingir em cheio as classes A e B. Dados da Secretaria Estadual de Saúde apontam que, entre 2006 e 2008, o número de usuários com renda familiar acima de 10 000 reais aumentou 139,5%. Não há estatísticas mais recentes, mas em clínicas especializadas na recuperação de dependentes químicos o sinal vermelho se acendeu faz tempo.
Os “craqueiros” são maioria em vários centros de recuperação visitados pela reportagem. Na década passada, eles não chegavam a 10%, segundo os donos das clínicas. “Quem se vicia no crack praticamente larga as outras drogas”, diz o psicólogo Sérgio Duailibi, diretor administrativo da Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas (Uniad). “Para diminuir a fissura, vez ou outra, o usuário mistura o crack com a maconha ou com a bebida”, afirma Solange Nappo, pesquisadora e professora de psicobiologia da Unifesp. A “tática” de misturar o crack à maconha (chamada pitilho, ou piti) pode, por outro lado, fazer com que ele subestime o poder da droga.
Nas páginas policiais, o crack também ganhou espaço na última década. De 2006 a 2009, a apreensão da droga pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) subiu de 450 para 1 123 quilos, um aumento de 150%. Porcentualmente em relação às demais drogas, o número de apreensões ainda é baixo (2,6%), mas é preciso colocar na conta boa parte da cocaína apreendida, já que o crack é produzido a partir da pasta-base da coca ou da cocaína em pó. Os traficantes, como bons comerciantes, perceberam que vale a pena diversificar o leque de produtos. Hoje, o crack está presente em qualquer ponto de venda de droga.



Depoimentos

Meu irmão se transformou em um mendigo depois de usar crack. Vive nas ruas do centro de Porto Alegre comendo lixo, dormindo debaixo de marquises, praticando furtos e apanhando. Meus pais tiveram de deixar o que restou da casa deles e ir embora. Mas mesmo assim, a mãe, com seus 83 anos de idade, não desistiu dele. Continua indo todas as semanas ao Fórum e na  Cruz Vermelha para tentar interná-lo, mesmo sabendo que ele foge dos hospitais. Ela não desiste dele. J.C. 21 anos

"A ficha caiu quando sofri um acidente de carro. Estava virada, sem dormir, fazia quatro dias. Peguei o carro para ir comprar crack, mas não andei nem 100 metros e sofri um apagão. Dormi ao volante. Fiquei cinquenta dias com os dois braços enfaixados e o rosto cheio de feridas por causa dos estilhaços do vidro. Já havia sido internada algumas vezes, mas sempre soube que voltaria as droga. Fazia meus pais pagar minhas dividas dizendo que, do contrário, seria morta pelos traficantes. Em troca, eu ficava um tempo na clínica de recuperação. De uma delas, fugi pulando o portão. Com o acidente, percebi que tinha de me livrar daquilo. Agora estudo, luto para recuperar a guarda dos meus filhos e quero montar um grupo de apoio só para mulheres dependentes. Elas precisam perder o medo de procurar ajuda."
M., 31 anos, estudante de psicologia de São Paulo, livre do crack desde 2005.



“Depois de uma década usando cocaína, conheci o crack em 2007, quando tinha 27 anos. Não sentia vontade de fazer mais nada a não ser usar a droga. Fumava inclusive no trabalho. Nessa época, eu morava em Itu (SP) e era técnico em uma fábrica de sucos. Consumia trinta pedras num dia. Gastava de 5 a 10 reais em cada uma. Cheguei a estourar o cheque especial em cerca de 7 000 reais.
Como faltava muito ao emprego, fui demitido e minha família me internou numa clínica. Fugi depois de três dias. Quando voltei para casa, meu irmão e minha mãe me expulsaram (o pai deixou a família quando ele tinha 11 anos). Fui morar com um primo em Guarulhos. Não demorei muito para frequentar a Cracolândia. Ali, vivia perambulando pela rua e conseguia dinheiro como flanelinha. O mais importante era fumar e acalmar a fissura.
Depois de dois meses em São Paulo, voltei para minha casa em Itu. Peguei um cartão de crédito e comprei umas coisas nas Casas Bahia para trocar por droga. Nesse dia de paranoia, tomei álcool com energético misturado a várias drogas. Com raiva do meu irmão, que tinha me expulsado de casa, tentei matá-lo. Fui levado para a delegacia e depois me senti muito envergonhado. Decidi então me internar. Fiquei 52 dias e acabei de deixar a clínica (ele saiu no último dia 18).
Estou limpo há dois meses e arrumei um emprego como vendedor numa loja de motos. Por saber que tenho uma doença progressiva, incurável e fatal, frequento reuniões de grupos de dependentes anônimos. Não me considero recuperado, mas sim em recuperação. O mais importante é que meu irmão me perdoou.”Angelo Pugliese, 29 anos, vendedor.
Fontes diversas( reportagens de jornais, revistas, internet e revista Veja SP)


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Por que isso, Brasil?





Estamos vivendo, neste exato momento, uma epidemia terrível de drogas, de todos os tipos, possíveis e inimagináveis.

Ainda não nos demos conta do que pode vir a acontecer com o nosso direito de ir e vir. As drogas estão invadindo nossas vidas de maneira sorrateira e sutil. Ela se camufla e se fortalece cada vez mais, em um processo de mutação inesgotável.
Com o uso de drogas, não dá para apertar ctrl z, não dá...
Um dia desse, vi um tipo de droga que nunca havia visto antes. Era um papelzinho, quase transparente, que era rapidamente dissolvido na língua. Ele não apresentava cor, sabor nem cheiro. Deus, assim fica muito mais difícil para a família tomar providências, enquanto é tempo.
Existem campanhas a respeito de drogas? Sim, existem. Mas, não acho que ela iniba o uso de ninguém e muito menos atue de uma forma concreta, direta e informativa. As pessoas que estão no início do uso, não se identificam com a degradação que tais campanhas mostram. Eles, (os jovens principalmente), ainda estão na fase de "namoro", e é muito pouco provável que sequer acreditem que poderão, devido ao uso, chegarem até aquele ponto de degradação. Pensam que tudo mostrado ali é exagero. E, que tais imagens, é apenas uma forma exagerada de amedronta-lo. O que deveriam contar as pessoas, é que para tudo existe um preço a ser pago, e o preço do uso de droga é quase sempre impagável.A droga só subtraí seus sonhos.
Os danos causados ao cérebro, muitas vezes são irreversíveis. Tal como aconteceu com um dos meus irmãos. Um esporádico usuário de drogas, que se tornou obcecado pelo uso, entrou em uma louca viagem, e não voltou mais. Ficou preso no mundo da esquizofrênia, para sempre.
Aqui perto da minha casa, tem uma cracolândia, meu Deus... Que triste ver aquelas pessoas, que trocaram tudo que tem, por uma onda que dura apenas cinco segundos. Estas pessoas parecem zumbis, mortos vivos, pronto a atacarem. Eles se multiplicam a cada dia.
Certa vez, eu estava conversando com um morador de uma perigosa comunidade, aqui próximo da minha casa, e ele me disse que não podia mais deixar passarinhos, bicicleta, vaso de plantas em seu quintal. Eu disse-lhe: -Como assim? Ele falou: É verdade Darléa, se eu deixar qualquer coisa que valha o mínimo que for, os viciados roubam. Não acreditei! No meu tempo de uso não era assim. Ainda existia o mínimo de respeito, pelo menos dentro da favela. Hoje, isso já não existe mais. Para termos uma ideia de como a pessoa sob o entorpecer da droga, é capaz de coisas tão insanas que chegam a ser absurdas. No meu tempo, roubar na favela, era se condenar a morte, com requintes de crueldade. Hoje, desafiam a vida e se entregam, como se, ao usarem, perdessem todo o senso de dignidade e perigo.
Não adianta alertar, conversar, avisar... ELES NÃO POSSUEM MAIS SENTIMENTOS! A droga os transformara em uma pessoa irreconhecível. Por fora, alguém que pensamos conhecer, por dentro, verdadeiros estranhos em nosso ninho. Prontos a arquitetar qualquer coisa para obter mais uma dose.
Passei por uma cracolândia e vi criancinhas, meninos e meninas, com no máximo cinco anos. Usando a luz do dia, então, chorei. Chorei de impotência, de dor, de pena do nosso futuro que supostamente estaria nas mãos de alguma criança daquela, que com certeza, não chegará a idade adulta. Pelo menos inteiro, não...
Se não fossem as drogas, trabalhando sem trégua, com ferrenho afinco do que nossas autoridades, para ceifar suas vidas, sei que poderiam encontrar recuperação, ah como sei... Mas quem se importa? Quem estaria disposto, por um propósito de vida a entrar, tal como Daniel, na cova dos leões? Ninguém... Tudo me parece politicagem, troca de favores, e muita sujeira ainda entrará debaixo desse tapete da desonra.
Será que o nosso futuro é este? Então estaremos todos condenados a sermos reféns do uso, mesmo sem usarmos?
Quando estas pessoas começarem a invadir as pistas, em MULTIRÃO, nada poderá de-los. Haverá momentos que se multiplicarão, feito ratos. Saindo do lixo em bandos. abateremos um, e aparecerão mais um milhão. Assustador, né?
Este é um desabafo de alguém, que vê a cada dia, pessoas agindo como se este problema simplesmente não existisse.
O governo libera uma verba de esmola a centros de dependência química, que não dá para mantê-lo em funcionamento. Por isso. quase sempre fecham suas portas envoltos a imparcialidade daqueles que poderiam, SE QUIZESSEM, ajudar, mas, não ajudam....
QUANDO ACHAMOS ALGUM LUGAR PARA INTERNAR GRATUITAMENTE NOSSOS ADICTOS, não são centros de recuperação. Na maioria das vezes, são espaços filantrópicos, religiosos, ou com propósitos duvidosos. Pois, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que conseguirmos uma internação involuntária ou não em algum lugar que não seja no hospício. Exitem sim, várias clínicas de recuperação, que mais parecem um Spa. Porém elas são caras, e provavelmente o adicto pensará que está em uma colônia de férias, e não em um sério tratamento. Salvo as exeções para alguns lugares, que apesar de belo, tratam o adicto a base de 12 passos em uma mão, e punho de ferro na outra. Fora disso, é tudo balela!
Pobre daquele que depender do governo para se recuperar. Pobrezinho...
Este mesmo governo que se omite diante do caos da degradação humana, e da perda imensurável de valores, é o mesmo que faz ouvido de mercador, quando pessoas armam grandes passeatas, para defenderem a descriminalização das drogas. Gente isso é sério... A mesma mão que levantará cartazes pró uso, será aquela que aparecerá estendida pedindo misericórdia ao governo e aos seus dirigentes, procurando desesperadamente ajuda para pararem de usar. Quando estiverem enfiados até o pescoço nas drogas, terão apenas o frio olhar do atendente de algum hospital, dizendo em tom de desdém: NÃO TEMOS VAGAS!
Esse é o desabafo de uma cidadã, preocupada com a onda de mortos vivos que vem se formando por aí afora !

Acorda Brasil!

Escrito por  Darléa Zacharias