domingo, 19 de setembro de 2010

Anjos caídos, um grande pesadelo



O que fazer em uma situação onde tudo já está totalmente fora de controle? 


A todas as mães coragem

Dúvidas?
Todas Temos.
Medos?
Todas temos.
O que conseguimos mudar na vida deles, com nossos medos e nossas dúvidas?
Nada.
A única coisa que conseguimos, é aumentar nossa ansiedade, descontrolar nosso emocional e deixar transparecer que não confiamos neles.
No caso dos menores, os pais tem que fazer o que tem ser feito. Se precisar de ordem judicial para tratar ou para internar, procurem o Conselho Tutelar, envolvam as autoridades para buscar ajuda para o tratamento.
No caso dos filhos adultos.
 Nada podemos fazer, a não ser confiar e deixar que vivam suas vidas.
Cada ser deve arcar com a consequência de seus atos. Se houver uma recaída, Deus permita que não, mas se houver e eles pedirem ajuda, estaremos sempre prontas para ajudar, mas a vida é deles.
Cuidemos da nossa, para estar fortes se uma necessidade houver.
Que Deus abençoe a todas nós, que abençoe nossos filhos e encontremos a tão sonhada PAZ...







Alta periculosidade 
 Cocaína
Seus usuários definem a cocaína da seguinte maneira: “gostosa, mas perigosa”.
As notícias constantemente veiculadas na imprensa de que foram apreendidos tantos quilos de pó remetem à figura do traficante de droga, alguém envolvido com crimese mortes. Os jovens confirmam essa idéia: “Cocaína édroga pesada, eu só uso droga leve”.

Essa periculosidade estimula uma paquera diferente.Quem já usa maconha vai para cocaína em busca de umoutro prazer, maior, já que a maconha vai se tornando cada vez menos prazerosa. Na busca desse prazer maior o usuário  não se preocupa com o tipo da droga.

A primeira vez

Os jovens experimentam o pó (cocaína) em festas, normalmente  depois de beber um pouco, para se divertirem  ainda mais. Sem ter bebido antes, o experimentador está mais preso à autocensura, portanto apto a controlar o impulso:  ele sabe que não deve porque é perigoso, mas a  censura interna é derrubada pelo álcool. E o ser humano sem censura realiza os seus desejos, sejam eles adequados ou não.

O jovem usa a cocaína porque ela está disponível, já existia uma paquera e/ou por falta de outra droga. Essa ficada é tão intensa que depois, mesmo longe das festas, o adolescente vai querer repetir a experiência.
A fatalidade está no poder viciante da cocaína, proporcional ao prazer provocado. Ela dá ao usuário a sensação de que tudo fica mais brilhante. Por isso é também chamada de bright (brilho). Trata-se de um psicoestimulante com efeito rápido e passageiro que faz a pessoa desejá-la mais e mais. Causa vivacidade e agitação, euforia e prazer. Porém, entre quinze e trinta minutos, a euforia e o prazer  desaparecem, cedendo lugar à depressão e ao desprazer.

O jovem, então, não pára quieto, tem mal-estar. Para diminuir o desconforto, recorre a outra droga: muitas vezes  grande quantidade de bebida de alto teor alcoólico,  tranqüilizantes e até mesmo a maconha.

Uma bola-de-neve

Ao usar cocaína, o usuário adquire o brilho químico da  droga e uma forte sensação de prazer. Quando os efeitos  passam, o estado residual é pior que o estado normal de  antes do uso da droga. Seus efeitos residuais tendem a  crescer, tornando insuportáveis a agitação e a depressão  que sobram depois. Além disso, o organismo rapidamente  desenvolve tolerância ao pó. A tendência da pessoa é aumentar  a dose para conseguir chegar ao brilho que já experimentou.


A ficada evolui rapidamente para namoro. Salvo raras exceções, nem há a fase intermediária do rolo, demonstrando já a força do perigo.

Quando experimenta cocaína pela primeira vez, o adolescente ainda tem a possibilidade de controlar a situação.

Depois, a droga assume o comando, o usuário quer cada vez mais o pó. Diferentemente do cigarro, da maconha  e do álcool, a cocaína tem que ser comprada. O cocainômano  (aquele que sofre da dependência psíquica da  cocaína) paga preço de ouro pelo pó, pois um grama de
cocaína custa seu equivalente em ouro. A cocaína produz  um casamento esquisito. O cocainômano pode fi car até  meses sem usá-la, mas não resiste ao vê-la. A compulsão  para usá-la o domina.

A droga não causa dependência física, e sim psicológica.  O usuário fica totalmente submetido ao desejo de usar o pó.  Torna-se escravo desse desejo e, depois, escravo do uso. Daí  vem o termo adicção à droga. Tal vontade de usar a cocaína  domina tanto o usuário que ele só pára quando o pó acaba,  não conseguindo guardá-lo para usar no dia seguinte.


O casamento saudável traz felicidade e crescimento  para ambos. Porém, no casamento com a cocaína, existem  somente promessas de felicidade (só o brilho). Logo, o usuário  arcará com prejuízos físicos, psicológicos, econômicos,  profissionais, familiares e sociais. Rapidamente a cocaína  acaba com tudo. E isso tem de ser dito aos jovens!

Quem tem a vontade soberana de usar a cocaína não  consegue fazer outra coisa além de cheirar ou se picar (injetar).  Se falta dinheiro, a pessoa rouba e/ou se prostitui.  Se não há água para diluir o pó, vale qualquer líquido. Se  não há mais veias nos braços onde aplicar, descobre vasos  nos locais mais inusitados, chega a provocar uma ereção  só para injetar o pó no pênis . Essa vontade tão forte é a  compulsão, lembra um estado psicótico, e pode levar o
cocainômano a morrer de overdose.

Crack


Fisgado para sempre

Neste caso, dificilmente ocorre a paquera. A pessoa experimenta  o crack por falta de alternativa. Quer usar droga,  não encontra cocaína, contenta-se com o que tiver. “Tem pouco dinheiro? Leva crack, que é mais barato!”

O crack não é oferecido pelo próprio consumidor, como  acontece com a maconha. É o traficante que vem com essa . Uma vez no crack, a pessoa passa a querê-lo sempre. Seu usuário vê vantagens em comparação à cocaína: é mais barato e produz sensações mais intensas. Entre os craqueiros,  existe um pesado presságio: “Experimentou uma vez,  está fisgado!”. O inconveniente é que seus efeitos passam  ainda mais depressa que os da cocaína, o que torna o crack mais viciante e, por isso, mais dispendioso.


A maioria dos craqueiros já usou outra droga antes.


Casamento com o crack é uma complicação. Maconha, a pessoa compra para guardar e usar em casa. Cocaína  até dá para levar para casa, embora dificilmente se consiga escondê-la, o crack nem chega a ser levado; é  consumido onde foi comprado. O usuário entra num processo de só parar de usar quando acabar o dinheiro  ou a droga.

Um barato muito caro

Se o dinheiro acabar, o usuário não tem o mínimo escrúpulo  em roubar ou se prostituir para conseguir dinheiro.  Quer dizer, o desejo pelo crack acaba com todos os valores  morais e éticos. Se o usuário de crack não voltar para casa,  é bem provável que ele tenha se isolado num hotel, num  beco qualquer ou até mesmo na rua para fumar. Pode  emagrecer vários quilos por ficar sem comer nem dormir.  Banho, nem pensar. Com roupas imundas, geralmente  sem nenhum dinheiro nem objetos pessoais que tenha algum  valor... é comum o usuário de crack estar envolvido  em outros crimes além do uso da droga.

texto retirado do Livro Anjos caídos de Içami Tiba

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