quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Carta de um adicto em recuperação a sua mãe

O Repórter Record desta segunda-feira (19) fala sobre o crack, droga que segundo autoridades policiais e de saúde atinge cerca de um milhão de famílias brasileiras. Um dos personagens do programa, Raphan Salles Gibson, foi internado à força com autorização da Justiça. Depois de um tempo em tratamento, o internado sofre a cada semana e pede desculpas à mãe por todos os transtornos. Em um destes momentos escreveu uma carta de desculpas a ela. 


“Clínica CRAD Peruíbe, 15 de abril de 2010



Querida mãe, desejo que esta carta chegue até você de uma forma que te traga paz e esperança.



Antes de qualquer coisa quero te pedir uma coisa, "perdão", perdão por frustrar seus sonhos, por não ter sido filho que você sempre sonhou e o que mais me machuca é não ter correspondido à altura ao seu amor incondicional. No passado sonhamos juntos com uma vida diferente para nós, queríamos uma vida repleta de alegrias, vitórias e a abundancia dos melhores sentimentos que existem na fase da terra, mas a minha vida tomou um rumo no qual perdi o controle de tudo, me tornei uma pessoa sem sentimentos, mãe na verdade não era eu e nem sei como cheguei a esse ponto, principalmente depois de todo o amor com que me criou e educou.



Mãe, deixei me levar pelas más amizades, pelas drogas e por influencias externas, por prazeres que até então desconhecia, de uma forma mãe que tomou totalmente conta de mim, hoje eu pago o preço das minhas escolhas, escolhas estas a qual a senhora sempre me alertou, mãe perdão, perdão por não ter lhe dado ouvidos, se arrependimento matasse eu já não estaria mais lhe escrevendo, mas tudo nesta vida é um aprendizado por mais doloroso que seja, o caminho o qual eu trilhei.

Mãe quando olho para mim e me deparo com os erros do passado, não entendo por que fui buscar a droga como consolo e companhia para esquecer os meu problemas (sic) e fugir das minhas responsabilidade.
Sabe mãe, uma experiência de vida dolorosa, onde vi de tudo que a senhora possa imaginar, vi meninas de família se prostituindo, pessoas sendo espancadas por simples centavos, vi pessoas morrerem ao meu lado mãe, de tanto usarem o "crack", vi também pessoas que não precisavam se tornar bandidos, até um casal onde a esposa se prostituia para que ambos pudessem usar, sabe mãe quando olhei param mim, vi que a droga me levou a um estado o qual eu jamais imaginei que chegaria onde a senhora viu muito bem, sabe mãe hoje sinto vergonha do estado que cheguei e ao ponto que cheguei, onde muitos mendigos estavam melhores que eu, cheguei até a me tornar aviãozinho para poder obter a droga, mãe me perdoe era muito mais forte do que eu e já não conseguia pensar em mais nada a não ser como fazer para ter mais.


Sabe mãe após ter tido a oportunidade de estar limpo vejo as coisas e o mundo ao meu redor de uma forma diferente, vejo que nada nesta vida é por acaso, hoje sei que isso é uma doença, vejo também mãe que há esperança de uma nova vida livre da escravidão nas drogas e se Deus permitiu que tudo isso viesse a acontecer comigo foi para o meu crescimento. Mãe, agradeço a Deus por ter me guardado em todos os momentos difíceis que passei em minha vida e por ele não ter permitido que a senhora me abandonasse, agradeço principalmente a atitude que senhora tomou, pois eu estava insano e não conseguia pedir ajuda, mesmo sabendo que estava me matando, agradeço a oportunidade que hoje tenho de me recuperar aqui na Clínica CRAD, com pessoa que me ajudam nesta nova jornada da minha vida, sabe mãe aqui também tem pessoa que passaram pelo que eu passei e hoje estão bem, conseguiram superar o horror da vida nas drogas e hoje são exemplos para mim.

Quero uma transformação de vida mãe, transformar o negativo em positivo, sofrimento em alegria, ser o filho que a senhora sempre sonhou e voltar a vê-la sorrir.
Sabe mãe hoje descobri que existe uma programação que pode me ajudar nesta nova fase que hoje vivo e pelo resto de minha vida, aqui aprendi a programação de 12 passos de narcóticos anônimos, onde aprendo a me conhecer melhor e superar minhas dificuldades. 
Mãe aprendi e sei muito bem que somos um anjo de uma asa só e que juntos podemos voar "ir" cada vez mais alto, aprendi também que a honestidade é à base da minha recuperação.


Mãe aqui é o lugar onde eu crio raízes, raízes fortes, por isso não me importo com o tempo, para que nenhuma tempestade venha a me derrubar, para que eu não volte ao inferno o qual nossas vidas se tornaram.



Mãe muitas pessoas não entendem esta doença e por isso nos discriminam, por muitas vezes fui tratado como bandido pela policia sem nunca ter tirado nada de ninguém a não ser da senhora que é a pessoa que mais amo, sabe a policia nunca me ofereceu qualquer ajuda e isso foi uma das coisas que muito me machucou, pois eu sempre os via como heróis e eles me trataram como marginal, mãe essa discriminação com a minha doença hoje muito me preocupa e me faz pensar se ainda conseguirei um bom emprego, afinal quem daria emprego a um adicto sem saber o que isso significa, mas tudo bem mãe um dia Deus vai tocar o coração dessas pessoas, antes que o problema seja na família delas.



Mãe, estou morrendo de saudades da senhora e de toda nossa família que hoje sei que são as pessoas que realmente me amam, bom vou ficando por aqui, espero que a senhora esteja freqüentando os grupos de ajuda, pois a senhora também ficou afetada com a minha doença e o grupo de nar-anon pode ajudá-la.



Mãe estou cada vez melhor, fique com Deus amo você mais que tudo nessa vida, de seu filho, Raphan Salles Gibson”.

Retirado do site R7

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Crack; 62% das usuárias se prostituem todos os dias para bancar o vício


Pesquisa mostra como vício destrói a vida de garotas pobres, como Caroline, no relato acima, e de garotas de classe média, como M, no relato abaixo
A vida de C, 19, cabe na mochila. "É minha casa, meu quintal e minha penteadeira", afirma ela. A bolsa de náilon é escudo em seu vai e vem pela cracolândia. Há quatro anos, sua rotina só mudou quando deu a luz.
Gerou duas órfãs do crack, a segunda em 29 de setembro. "Só fiquei uma noite com ela", conta, enquanto esvazia a mochila de objetos (Bíblia, caderno e rádio), roupas (dois tops, uma legging e um jeans) e produtos de higiene (xampu e óleo corporal).
Carolina retrata a entrada das mulheres no cenário do crack, em 2002. É quando as primeiras usuárias aparecem em programas de reabilitação na cidade de São Paulo.

ESCUDO

"Antes elas eram invisíveis", diz Solange Nappo, pesquisadora do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), da Universidade Federal de São Paulo.

"Para o negócio, a presença feminina foi interessante. A mulher pode se prostituir e prover o crack para si e parceiros."

"Antes, os usuários do sexo masculino não duravam um ano, envolviam-se com a marginalidade e acabavam mortos. Com a mulher em cena, ela vira provedora."
Ao financiar o vício com o corpo, elas se expõem a doenças e à gravidez indesejada. Carolina descobriu ter sífilis, ao fazer o pré-natal. O posto público onde fez as consultas fica próximo das ruas por onde perambula em busca da droga consumida na gravidez. "Vomitava muito, mas não ficava sem." A droga a levou para fora do hospital 12 horas depois do parto. Fugiu da maternidade, deixando a recém-nascida. Fez o mesmo quando nasceu a primeiro filha, há um ano e meio. Dos seios de Carolina ainda jorram leite. "Amamentei minha filha uma noite.
Disseram que não ia sair com ela porque sou drogada. Então dei no pé."

Entre as 80 mulheres ouvidas na pesquisa qualitativa do Cebrid, os relatos são de múltiplas gestações. Uma delas estava na nona gravidez.

"Os filhos indesejados do crack são uma complicação a mais para o Estado", diz Solange.
"São abandonados por mães que não desenvolvem afeto por bebês gerados em situação de exploração."
Fugir de parceiros violentos é outra rotina. C anda se escondendo do suposto pai da filha.
Ele tem 39 anos e é viciado como ela. "Ele me encheu de porrada para eu ir me virar na rua."
O motivo da briga é um dos principais dados da pesquisa do Cebrid: 62% das usuárias de crack se prostituem todos os dias para bancar o vício.

INEXPERIÊNCIA

Na mochila de Carolina há espaço para camisinha dentro de um estojo de óculos. Mas quem dita o uso é o cliente.
"O fato de não serem prostitutas antes, complica a vida das usuárias de crack", afirma Solange.
"Elas não sabem lidar com clientes nem com os perigos da rua, ainda mais na fissura pela droga."
A quantidade de programas depende da necessidade. "Hoje, só fiz um", diz Carolina, no meio da tarde. Os R$ 16 vão virar "pedra" até o anoitecer, combina com uma amiga.
"Do que adianta ficar falando dessa vida?", indaga a mulher que aparenta uns 40 anos. Nega-se a dar entrevista ou mesmo o nome. "Se tô aqui é porque preciso."

A psicóloga Gisele Borsotte finaliza outro estudo, também do Cebrid, sobre a motivação de um grupo de 43 usuários de crack para cessar o consumo.
"Eles vão somando perdas em uma trajetória crescente de deterioração", diz. "Mas só têm motivação para tentar parar quando se veem diante da morte."
A cicatriz acima da sobrancelha é só um detalhe no rosto anguloso enfeitado por olhos amendoados. M, 32, não lembra como se machucou.
"Devo ter caído", afirma ela. Rara imprecisão sobre o seu mergulho no crack, ao longo de cinco dos seus 17 anos de adição.
Internada no Instituto Intervir, nos arredores de São Paulo, há pouco mais de um mês, ela destoa pelo perfil socioeconômico. "Tive berço e ótima formação escolar. Sou de uma família normal de classe média paulistana." Filha única, foi educada em um colégio tradicional. "Estudava em escola de rico. Meus pais podiam pagar, mas não tudo o que as outras crianças tinham. Batia a cabeça quando não tinha dinheiro, roubava meus avós."

PRIMEIRO CONTATO

Foi num retiro promovido pela escola que experimentou maconha, aos 15 anos. O uso seria recreativo até se apaixonar por um viciado em crack. "Fiz de tudo para tirá-lo daquela vida e acabei doente de codependência."
Parou de estudar, fugia de casa. Drogava-se. "Competia com a droga pela atenção do namorado. Tinha mais ciúme do crack do que de mulher."
Fez da cocaína antídoto contra insegurança, inclusive na gravidez -seu filho tem hoje 8 anos. "Usava dez papelotes por dia. Passei a usar um por semana. Administrava a droga como um remédio."
Não escondeu a prática de risco do médico do convênio que fez o pré-natal. O bebê nasceu prematuro. Justifica-se: "Se parasse, a angústia, os medos e a raiva de ter pedido tudo iam voltar. Prejudicaria mais o bebê".

SEM MORAL

Dois anos depois, M. perderia a guarda do garoto loirinho das fotos na cômoda. Ficou três sem vê-lo.
Hoje, faz visitas quinzenais. "Meu filho é saudável e faz terapia", afirma. "Não tenho moral. Ele bate no meu bumbum e me xinga de drogada."
O crack seria a próxima etapa. "Foi devastador. Fumava 14 pedras por dia." Parou na rua. "Eu me vestia bonitinha e pedia grana dizendo ter perdido a carteira.
Arrumava fácil R$ 100. Ter boa aparência ajudava." O golpe funcionou até o crack deixar marcas. "Fiquei feia, com olheiras enormes."
Sem-teto e distante de todos, começou a cair a ficha. "Vou ficar morando em albergue, sem nada, com infeção intestinal?" A moça fina vira prostituta. "Não me prostituía pela droga, mas para me livrar dela." Um ano depois, seria expulsa da boate por causa do álcool.

"A prostituição serviu para retomar a autoestima. Eu me arrumava para atrair clientes, mas não nasci para isso. Não deixei me machucarem mais." Veio a exaustão. "Não suportava mais acordar e dormir mal, a humilhação para conseguir droga."
Foi difícil abrir mão da adrenalina. "Os riscos são a melhor parte. Preenchem o que a droga tira. Camuflam a burrice de tá se acabando."
E ainda tem que lidar com crises de abstinência. "Tem aquelas agudas, que dói a cabeça. A do crack é pior. É psicológica. Fecha a mente."

FUTURO

Maiara quer esquecer as alucinações. "Uma vez, ajoelhada caçando pedrinhas de crack, ouvi uma respiração forte e uma voz: "Você não se ajoelha nem para Deus vai se ajoelhar pra mim?". Longe da loucura, diz ter jogado fora a máscara de vítima. "A droga não tem mais o que fazer de mim. Não tenho mais o que saber dela.  As drogas foram sua faculdade. "Vou transformar essa experiência em profissão para ajudar na recuperação minha e de outros. Só assim vou me perdoar."

retirado  da Folha de São Paulo 22/11/2010

Como adquirir a confiança que lhe falta

Reconheça o seu valor pessoal.


1.° Passo: Faça um registo dos seus êxitos 

Numere metodicamente os seus pontos fortes, tal como as ocasiões em que os utilizou positivamente. Seguem-se algumas perguntas que o poderão ajudar no caso de ficar bloqueado: 

• Em que áreas possui capacidades especiais? Estas poderão ser capacidades profissionais, de passatempos, desportivas, etc. 

• Que coisas tangíveis conseguiu realizar (êxito académico ou profissional, criar filhos, um bom casamento, êxito na vida pessoal, no esporte, etc.)? 


• Em que ocasiões teve o prazer de experimentar o êxito? Procure pela sua memória, indo o mais para trás possível, até à sua infância. 

• O que é que as pessoas que conhece apreciam em si? E por aí fora. Não se subestime. No que respeita a autoconfiança, é tão importante saber coleccionar selos como mudar uma vela no seu carro ou saber manter um bom ambiente familiar.

Leia e releia a sua lista de êxitos. Guarde-a consigo e acrescente-lhe alguns de vez em quando. Saboreie-a e impregne na sua mente a imagem positiva que ela representa, pois essa imagem positiva é você ! 


2.° Passo: Seja otimista 

Todos nós fracassamos uma vez ou outra. Até as pessoas mais carismáticas fracassam de vez em quando. Mas, ao contrário destas, a nossa reacção ao fracasso pode ser catastrófica. 

Muitos ficam a pensar sobre os obstáculos e as desilusões e acabam por se deixar dominar por eles durante a vida inteira. Será que você é  uma destas pessoas? Se é, então tem de mudar. 


As pessoas confiantes contam os seus êxitos e não os fracassos 



As pessoas confiantes contam os seus êxitos e não os fracassos. Esquecem-se do passado e concentram-se no presente e, claro, no futuro. Cada palavra e ação é iluminada pela luz do otimismo. 


3.° Passo: Mudar a sua reação ao fracasso 


Há vários ditados que são fruto da experiência popular. Aqui se seguem dois que deve manter sempre em mente: 

"Quem não arrisca, não petisca." 

"A sorte sorri aos audazes." 

De fato, os fracassos só podem ocorrer àqueles que arriscam, aos que ousam tentar. Se experimentou um fracasso, é porque ousou agir, arriscou e possui a qualidade da iniciativa! 

É só tentando que se pode ter êxito. Ponha-se em linha, aceite os riscos e logo verá que a Deusa da Sorte lhe sorri. 

Considere tudo o que faz como se fosse um jogo – às vezes perde-se, outras vezes ganha-se. Não existem fracassos que possam fazer diminuir o seu valor como pessoa; pelo contrário, eles provam que tentou, que mostrou coragem e iniciativa e que foi dinâmico. 

4.° Passo: Pare de ver fracassos por todo o lado 

Como é possível ver um fracasso, quando ele não existe? Logo verá ! 

1. É tempo de limpar o seu arquivo de fracassos. Faça uma lista dos seus fracassos pessoais, profissionais, atléticos e sociais. 

2. Quando a lista estiver completa, analise os fracassos individualmente. E muito provável que, nove em cada dez casos: 

• Aquilo que considera um fracasso seu, estava fora do seu controle, não tinha nada a ver consigo. 
• Aquilo que considera um fracasso, não foi bem um fracasso, mas simplesmente uma insatisfação. 

Por exemplo, algumas pessoas sentem-se mal por terem fracassado com os seus filhos, por não os terem encorajado a obterem uma boa educação, porque os seus filhos preferiam passar o tempo na praia a praticar surf em vez de irem para o colégio. Se é um destes pais, então é bom que se mentalize que a vida dos seus filhos lhes pertence a eles e que são livres de fazer o que quiserem. 

Se são mais felizes a praticar surf do que a fazer cálculos logarítmicos, isso é com eles. Você não é responsável! Você fez tudo o que pôde para que os seus filhos fossem felizes e equilibrados. Isto é tudo o que ser pai requer. 

3. Quando tiver analisado em pormenor a sua lista de fracassos, rasgue-a calma e lentamente, em mil pedaços. Faça-o cerimoniosamente, como se estivesse a executar um ritual simbólico extremamente importante. Depois, deverá experimentar uma sensação de renascimento e de purificação. Afirme-se 

A autoconfiança requer duas qualidades fundamentais: 

  • Saber recusar 
  • Saber pedir. 
Aprenda a dizer não 

Por que razão temos medo de dizer não? 

Passamos a vida a encontrar gente que tenta dar-nos ordens e manipular-nos, que tenta obter algo de nós, usar-nos ou, simplesmente, dominar-nos completamente, psicológica e fisicamente. 

Cabe-nos a nós fazer perceber a estas pessoas que controlamos o nosso espaço vital, a nossa integridade mental e emocional, o nosso tempo livre, o nosso dinheiro, etc. 

Alguma vez se encontrou a dizer sim, quando na verdade queria dizer não? Seja franco. A maioria de nós tem medo de dizer não. 

Se nunca aprendeu a dizer não, então está certamente a acumular uma dose tóxica de ressentimento. Sem dúvida, tem a sensação de estar a ser explorado e de ser a pessoa a quem todos pedem, porque diz sempre sim...

Aprenda a pedir 


Por que razão se tem de pedir? 

Porque afirmar-se requer mais do que responder negativamente. Afirmar-se significa também saber como pedir.  Outro provérbio que ilustra bem este ponto é: 

“Dar é mais doce que receber." 

Todos gostam de dar, pois dar faz crescer o ego, faz-nos sentir melhores e cria um sentimento profundo de satisfação. Mas se não se pede nada, corre-se o risco de se ser passado para trás. 

Os outros nem sempre podem adivinhar aquilo que se espera deles. Nem têm a obrigação de tentar perceber o que o outro pretende. Até o seu marido, os seus pais e os seus amigos mais próximos, não podem saber exatamente o que se passa na sua cabeça no momento preciso em que deseja algo. 

Quer ter uma festa de aniversário? Diga-o às pessoas. Os seus amigos e familiares terão muito gosto em fazer uma surpresa para si! 

Por outro lado, se está sempre a dizer que os aniversários não têm qualquer significado para si, que deixou de contar os anos, etc., então não se surpreenda se o seu marido se esquecer de lhe dar um presente. 

Imaginemos que existe uma vaga no seu emprego que lhe interessa muito. Não fique à espera de que lha ofereçam. Vá falar com o seu superior e diga-lhe aquilo que pretende. Explique como faria esse trabalho e por que razão se sente habilitado para o fazer. 

Talvez o auto-sacrifício e a modéstia sejam virtudes cristãs, mas pode ter a certeza de que não foi isso que deu a coroa a Napoleão nem o que permitiu a Lula governar durante 
dois mandatos o Brasil. 



















quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Deus e Você




Só "Deus" pode criar 
mas você pode valorizar o que Ele criou. 
Só "Deus" pode dar a vida 
mas você pode transmiti-la e respeitá-la. 
Só "Deus" pode dar a saúde 
mas você pode orientar e guiar. 
Só "Deus" pode dar a fé 
mas você pode dar o seu testemunho. 
Só "Deus" pode infundir esperança 
mas você pode restituir a confiança ao irmão. 
Só "Deus" pode dar o amor 
mas você pode ensinar o seu irmão a amar. 
Só "Deus" pode dar a paz 
mas você pode semear a união. 
Só "Deus" pode dar a alegria 
mas você pode sorrir a todos. 
Só "Deus" pode dar a força 
mas você pode apoiar quem desanimou. 
Só "Deus" é o caminho 
mas você pode indicá-lo aos outros. 
Só "Deus" é a luz 
mas você pode fazê-la brilhar 
aos olhos dos seus irmãos. 
Só "Deus" é a vida 
mas você pode restituir aos outros 
o desejo de viver. 
Só "Deus" pode fazer milagres 
mas você pode ser aquele que trouxe 
os cinco pães e os dois peixes. 
Só "Deus" pode fazer o que parece impossível 
mas você pode fazer o possível. 
Só "Deus" se basta a si mesmo 
mas ele preferiu contar com você. 
Autor: Desconhecido 




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A importância da vontade e da decisão


Para imprimir e pintar

Tenho observado, com certa tristeza e preocupação, tanto os prejuízos causados na vida dos seres que não aprenderam a cultivar a força de vontade e a decisão, ou muito menos conseguiram estabelecer metas que exigem tais virtudes para que possam ser concretizadas. Entre elas a necessidade de se livrar dos vicios que os matam.

Quem assim está (de) formado só faz o indispensável. Não possui capacidade de iniciativa e empreendimento. Contenta-se com as coisas fáceis. Adia sempre seus compromissos e parece cumprir a todos eles somente por obrigação ou necessidade e desconhecem a alegria de realizar algo movido por estímulos internos.

Falta-lhes a Vontade, essa força que arregimenta as energias humanas e a inteligência para a realização dos propósitos estabelecidos e que sem a mesma em dose suficiente, torna os indivíduos fracos e sem recursos para enfrentar as vicissitudes da vida.

Assim chegam a certa idade sem saber o que querem. Não descobrem sua vocação. Não sabem por que estudam ou trabalham e, quando o fazem, isso representa mais um peso do que uma realização. Perdem o sentido da vida. Assusto-me quando mães reclamam de filhos adultos ou ainda no final da adolescência e que só se interessam pelo computador, ou quando esposas reclamam de maridos que querem saber apenas do videogame (dos filhos)!

Como combater esse estado de coisas?

Penso que, cultivando desde a infância a força da vontade e da decisão pelo exercício de enfrentar dificuldades e obrigações.

 Não há que se superproteger os filhos, retirando-lhes todas as pedras do caminho com base no pensamento de que “eu não quero que meus filhos passem o que eu passei”.

Há sim que haver progressos materiais e tecnológicos de uma geração para a outra, mas não sem mostrar que os bens dos quais se desfruta não caem do céu, sejam eles de valor material ou imaterial.

Uma vontade fortalecida carrega pela mão a decisão que fortalece o temperamento, sustenta o ânimo nos momentos difíceis, ensina a não postergar responsabilidades e a não deixar para amanhã o que pode ser feito hoje, levando a uma sobra de tempo para amanhã fazer outras coisas.

Pensando no fim de ano que já se vislumbra, responda: Seu poder de decisão tem lhe permitido cumprir aquilo que sua vontade determinou como meta para 2010?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Junto minha mão à sua para juntos mudar aquilo que sozinho não consigo...

Eu não posso acabar com todos os seus problemas, dúvidas ou medos,mas eu posso ouvir você e juntos podemos procurar soluções.

Eu não posso apagar as mágoas e as dores do seu passado nem posso decidir qual será o seu futuro, mas no presente eu posso estar com você se precisar de mim.

Eu não posso impedir que você leve tombos, mas posso oferecer minha mão para você agarrar e levantar se. Suas alegrias, triunfos, sucessos e felicidades não me pertencem,
mas seus risos e sorrisos fazem parte dos meus maiores bens.





Não é de minha alçada tomar decisões por você, nem posso julgar as decisões que você toma, mas eu posso apoiar, encorajar e ajudar se me pedir.

Eu não posso traçar ou impor lhe limites, mas posso apontar lhe caminhos alternativos, procurar com você medidas de crescimento, formas de encontrar se, meios de ser você mesmo sem medo da rejeição.

Eu não posso salvar o seu coração de ser partido pela dor, pela mágoa, perda ou tristeza, mas posso chorar com você e ajudá lo a juntar os pedaços.

Eu não posso dizer quem você é ou como deveria ser:

Eu só posso amar você e ser seu Amigo!

domingo, 14 de novembro de 2010

A maldição contra juventude - crack -

Atualmente, o Brasil consome 6,5% de todas as drogas ilícitas do mundo, estimando-se que só de cocaína são comercializadas 40 toneladas, o que vem refletir no comportamento de uma juventude que está sem amparo pelo Estado.  O mercado de entorpecentes movimenta na casa do bilhão de reais no Brasil, que serve de sustentação para movimentar atividades lícitas no mercado financeiro. Conforme alguns levantamentos preliminares do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Necvu/UFRJ), quase 30% do valor arrecadado com o tráfico de drogas vão para compra de armamento e munição. Por ser altamente rentável, se transformou num negócio ágil, moderno e extremamente profissionalizado. Meros traficantes de favela não são donos desse grande aparato, mas apenas a ponta do iceberg. São controlados por grandes agenciadores que estimulam os guetos urbanos para servirem como ponte para a manutenção dessas atividades. Envolvem alguns agentes de segurança do Estado e alguns políticos que estão a serviços como protetores dessa rede.

A cada ano que passa, o consumo da cocaína e do crack vem tomando proporções devastadoras na sociedade brasileira, principalmente nos grandes centros urbanos. O que temos hoje é um consumo excessivo da pedra de crack por todas as classes. O crack vem substituindo a cocaína nas mãos dos traficantes, levando um exército de pessoas cada vez mais colocar combustão na pedra nos cachimbos feitos com lata de refrigerante e cerveja. Um velho ditado popular coloca: onde há fumaça há fogo, e essa fumaça é o caminho para a morte pelo fogo cruzado entre o traficante e o consumidor. Cada dez pessoas que experimentam o crack oito se tornam dependentes. Nas cidades brasileiras de médio e grande porte, o crack já está entre as drogas mais comercializadas. O consumidor-alvo dessa droga está entre pessoas de 19 a 26 anos de idade. Vivemos uma epidemia de consumo de crack, servindo como estimulo para a violência. Podemos chamar de inseticida da juventude moderna brasileira, pois seu consumidor é rapidamente exterminado.


A rede de saúde pública não está preparada para atender ao aumento avassalador dessa droga, que vem causando estragos sociais de grande proporção. Não temos dados concretos sobre a causa morte do usuário nos hospitais. Grande parte dos que morrem como usuário de drogas tem no seu prontuário morte por problema cárdio-respiratório, pneumonia ou outras causas clínicas. Os próprios Institutos Médicos Legais de todo o país tem dificuldade de fazer anotações em seus sistemas quando a causa morte é droga. Sem uma estatística completa sobre a situação, será difícil realizar qualquer programa de prevenção que esteja enquadrado com uma política pública adequada para combater o problema. Fazer somente campanhas, podemos dizer que vem de políticas das ditaduras, pois não surtem efeito por si só.

O que ajuda amenizar a situação atual é um programa de redução de danos e uma boa formação de recursos humanos para o setor que trabalha com o problema das drogas. O grande entrave é que não temos nenhum aporte significativo de recursos públicos para esse setor. O que existe são pessoas bem intencionadas que formam as Organizações Não-Governamentais, que com muitos esforços lutam para ajudar usuários de drogas. O problema do consumo do crack não é um caso de polícia, e sim de assistência social, saúde e educação. Tratar a questão do consumo de drogas com repressão não resolverá a situação presente. Seja qual forma for: colocar polícias nas ruas, comprar viaturas, organizar batalhões de choque para batidas corriqueiras não resolverá a situação da violência fomentada pelo consumo de crack. A situação é muito mais séria do que imaginamos, e a sociedade vem percebendo a conta-gotas essa situação. 

Hoje, infelizmente não temos nenhuma política social pública de prevenção contra a droga e de apoio ao usuário e tratamento. A juventude se sente órfão e a maldição da pedra inseticida passa ao seu lado dia a dia.

sábado, 30 de outubro de 2010

Drogas, ingenuidade que mata


A psiquiatra mexicana Nora Volkow é uma referência na pesquisa da dependência química no mundo. Foi quem primeiro usou a tomografia para comprovar as consequências do uso de drogas no cérebro. Desde 2003 na direção do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas, nos Estados Unidos, Volkow esteve no Brasil para uma palestra na Universidade Federal de São Paulo. Dias antes de chegar, falou à revista Veja, por telefone, de seu escritório em Rockville, próximo a Washington. No momento em que recrudesce a campanha para a descriminalização das drogas, suas palavras são uma forte estocada nas opiniões ingênuas e nos argumentos politicamentes corretos.
Veja, acertamente, trouxe à baila recente crime que chocou a sociedade. Glauco Villas Boas e seu filho foram mortos por um jovem com sintomas de esquizofrenia e que usava constantemente maconha e dimetiltriptamina (DMT), na forma de um chá conhecido como Santo Daime. “Que efeito essas drogas têm sobre um cérebro esquizofrênico?” A resposta foi clara e direta: “Portadores de esquizofrenia têm propensão à paranoia, e tanto a maconha quanto a DMT (presente no chá do Santo Daime) agravam esse sintoma, além de aumentar a profundidade e a frequência das alucinações. Drogas que produzem psicoses por si próprias, como metanfetamina, maconha e LSD, podem piorar a doença mental de uma forma abrupta e veloz”, sublinhou a pesquisadora.
Quer dizer, uma eventual descriminalização das drogas facilitaria o consumo das substâncias. Aplainado o caminho de acesso às drogas, os portadores de esquizofrenia teriam, em princípio, maior probabilidade de surtar e, consequentemente, de praticar crimes e ações antisociais. Ao que tudo indica, foi o que aconteceu com o jovem assassino do cartunista. A suposição, muito razoável, é um tiro de morte no discurso da ingenuidade.
Além disso, a maconha, droga glamourizada pelos defensores da descriminalização, é, frequentemente, a porta de entrada para outras drogas. “Há quem veja a maconha como um droga inofensiva”, diz Nora Volkow. “Trata-se de um erro. Comprovadamente, a maconha tem efeitos bastante danosos. Ela pode bloquear receptores neurais muito importantes”. Pode, efetivamente, causar ansiedade, perda de memória, depressão e surtos psicóticos. Não dá para entender, portanto, o recorrente empenho de descriminalização. Também não serve o falso argumento de que é preciso evitar a  punição do usuário. Nenhum juiz, hoje em dia, determina a prisão de um jovem por usar maconha. A prisão, quando ocorre, está ligada a prática de delitos que derivam da dependência química: roubo, furto, pequeno tráfico, etc. Na maioria dos casos, de acordo com a Lei 9.099/95, há aplicação de penas alternativas, tais como prestação de serviços à comunidade e eventuais multas no caso de réu primário. 
Caso adotássemos os princípios defendidos pelos lobistas da liberação, o Brasil estaria entrando, com o costumeiro atraso, na canoa furada da experiência europeia. A Holanda, que foi pioneira ao autorizar a abertura de cafés onde era permitido consumir maconha e haxixe, já está retificando essa política. O mesmo ocorre na Suíça, que também está voltando atrás na política de liberar espaços em que viciados se encontram para injetar heroína fornecida pelo próprio governo. Um amigo jornalista, irônico e inteligente, deixou cair a pergunta que paira na cabeça de muita gente: será que Fernandinho Beira-Mar forneceria ao governo a maconha que seria repassada aos usuários?  
Todos, menos os ingênuos, sabem que, assim como não existe meia gravidez, também não há meia dependência. É raro encontrar um consumidor ocasional. Existe, sim, usuário iniciante, mas que, muito cedo, se transforma em dependente crônico. Afinal, a compulsão é a principal característica do adicto. Um cigarro da “inofensiva” maconha preconizada pelos araustos da liberação  pode ser o passaporte para uma overdose de cocaína. Não estou falando de teorias, mas da realidade cotidiana e dramática de muitos dependentes. Transcrevo, caro leitor, o depoimento de um dependente químico. Ele fala com a experiência de quem esteve no fundo do poço.
“Sou filho único. Talvez porque meus pais não pudessem ter outros filhos me cercavam de mimos e realizavam todas as minhas vontades. Aos 12 anos comecei a fumar maconha, aos 17 comecei a cheirar cocaína. E perdi o controle. Fiz um tratamento psiquiátrico, fiquei 9 meses tomando medicamentos e voltei a fumar maconha. Nessa época já cursava medicina e convenci os meus pais de que a maconha fazia menos mal que o cigarro comum. Meus argumentos estavam alicerçados em literatura e publicações científicas. Eles mal sabiam que estavam sendo enganados, pois, além de cheirar, também passei a injetar cocaína e dolantina que é um opiáceo. Sofri uma overdose e somente não morri  porque estava dentro de um hospital, que é o meu local de trabalho. Após esta fatalidade decidi me internar em uma comunidade terapêutica e hoje, graças a Deus, estou sóbrio. O uso moderado de maconha sempre acabava nas drogas injetáveis. Somente a sobriedade total, inclusive do álcool, me devolveu a qualidade de vida que não pretendo trocar nem por uma simples cerveja ou uma dose de uísque.” A.S.N, médico, Ribeirão Preto (SP), é ex-interno da Comunidade Terapêutica Horto de Deus, SP. 
As drogas estão matando a juventude. A dependência química não admite discursos ingênuos, mas ações firmes e investimentos na prevenção e recuperação de dependentes.

 Por: Carlos Alberto Di Franco

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Você conhece a origem das comunidades terapêuticas??

COMUNIDADES TERAPÊUTICAS
      O livro de Frederich B. Glaser: "As origens da Comunidade Terapêutica sem drogas: uma história retrospectiva", defende a idéia de que elas existem há mais de dois mil anos.
      Uma comunidade de essênios em Qumran, que reunia pessoas com "problemas da alma" (temores, angústias, descontroles emocionais, paixões desvairadas), tinha uma "Regra da Comunidade" ou "Manual de disciplina", muito parecido com as normas existentes em nossas Comunidades Terapêuticas.
      Mais tarde movimentos registrados na Inglaterra e nos E.E.U.U. (Grupos Oxford, A.A., Sijnanon e Day Top), apresentavam todos uma clara motivação ética e espiritual e, até hoje, influenciam uma parcela considerável de Comunidades Terapêuticas em todo o mundo.
      Em 1953 o psiquiatra escocês Maxwell Jones propôs o que foi denominada de "3ª Revolução na Psiquiatria".
      A Comunidade Terapêutica proposta diferia em tudo dos hospitais psiquiátricos então existentes. Estes apresentavam uma estrutura rigidamente hierarquizada e que atuava de modo autocrático. Havia muito pouca comunicação entre as pessoas dos diferentes níveis e uma passividade dos internos, mantidos na ignorância do que se passava ao seu redor e, principalmente, em relação ao seu tratamento.
      A proposta de Maxwell Jones, realmente revolucionária, era a de democratizar essa estrutura diminuindo drasticamente a separação entre os diferentes níveis, estimulando a comunicação entre todos os membros, incluindo todos (inclusive o ambiente) no processo terapêutico, fazendo com que os internos participassem da condução do dia-a-dia da Comunidade. As Assembléias Gerais com a participação dos internos, todos com o direito de perguntar e de expor suas idéias, garantiam a manutenção dos objetivos propostos.
      Os resultados alcançados foram bons, mas a prática indicou algumas correções de rumo, sem prejuízo das diretrizes básicas.
      Maxwell Jones havia ressaltado a participação ativa dos internos na própria terapia, a comunicação social democrática e igualitária, o envolvimento de sentimentos, permitindo a redução de tensões sociais.
      Elena Goti, em 1997, lembrando que a CT não se destina a todo tipo de dependente, diz que ela deve ser aceita voluntariamente e que o residente é o principal ator de sua cura, ficando a equipe com o papel de proporcionar apoio e ajuda.
      George De Leon, em 2000, enfatiza que a CT é uma abordagem de auto-ajuda, fora das correntes psiquiátricas, psicológicas e médica. Fala sobre a natureza terapêutica de todo o ambiente, sobre sua grande flexibilidade, no enfoque da pessoa como um todo e diz que é um processo a longo prazo, que deve resultar em mudança pessoal e no estilo de vida. Finalmente, adverte sobre o perigo de serem introduzidas práticas que contrariem a essência da proposta da CT.
      A Comunidade Terapêutica para o dependente químico, graças à sua grande flexibilidade tem sido adotada em países com diferentes formas de governo, de culturas diversas, de vários graus  de desenvolvimento e de religiões diferentes.
      Quando seus princípios básicos são respeitados os resultados obtidos são bons, o que explica sua multiplicação constante em todos os continentes.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
  1. DE LEON, George. A Comunidade Terapêutica: Teoria, Modelo e Método. Ed. Loyola, 2003;
  2. FEBRACTDrogas e Álcool - Prevenção e Tratamento. Ed. Komedi, 2001;
  3. GOTI, M.E. La Comunidad Terapéutica - Um desafio e la droga. Ed. Nueva Vision, 1990.

sábado, 2 de outubro de 2010

A vida segue sempre em frente.

É preciso saber sempre quando se acaba uma etapa da vida. Se insistimos em permanecer nela, depois do tempo necessário, perderemos a alegria e o sentido do resto. Fechar círculos, fechar portas ou fechar capítulos, como queira chamar, o importante é poder fechá-los.
Foi demitido? Acabou a relação? Já não mora mais nessa casa? Deve viajar? A amizade acabou? Você pode passar muito tempo do seu presente dando voltas ao passado, tentando modificá-lo... O desgaste será infinito, porque na vida, todos estamos destinados a fechar capítulos, virar páginas, terminar etapas ou momentos da vida, e seguir adiante.
Não podemos estar no presente sentindo falta do passado. O que aconteceu, aconteceu. Não podemos ser filhos eternamente, nem adolescentes eternos, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado à nós.
Passamos por momentos de plena felicidade em nossa vida e momentos que nos marcam de uma forma surpreendente e nos transformam, nos comovem, nos ensinam e muitas vezes, nos machucam profundamente. Mas os acontecimentos e as pessoas passam por nossas vidas e temos que deixá-los ir! Por isso, às vezes é tão importante esquecer de lembrar, trocar de casa, rasgar papéis, jogar fora presentes desbotados, dar ou vender livros...
Na vida ninguém joga com cartas marcadas, e a gente tem que aprender a perder e a ganhar. O passado passou: não espere que o devolvam. Também não espere reconhecimento, ou que saibam quem você é. A vida segue sempre para frente, nunca para trás.
Se você anda pela vida deixando portas "abertas", nunca poderá desprender-se, nem viver o hoje com satisfação. Casamentos, namoros ou amizades que não se fecham, possibilidades de "regresso" (a quê? Pra quê ?), necessidade de esclarecimentos, silêncios... devemos fazer a faxina emocional e arrumar espaço nas gavetas do futuro para o novo. Não por orgulho ou soberba, mas porque você já não se encaixa ali, naquele lugar, naquele coração, naquela casa, naquele escritório, naquele cargo...
Você já não é o mesmo que foi há dois dias, há três meses, há um ano... Portanto, nada tem que voltar!!! Mesmo que fosse possível.Preste bastante atenção em todas as coisas que te acontecem, elas poderão estar trazendo a sua tão esperada felicidade, se vocês estiver aberto a compreendê-las.
"Nada é por acaso. Deus não joga dados com o mundo. Deus é sutil, mas não é maldoso." (Albert Einstein)
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É possível mudar e ser um adicto em recuperação.

Não é possível, ou não é sábio ignorar as lições da natureza. Assim sendo é importante ter consciência que a vida nos é dada para que a desfrutemos da melhor forma e isto inclui aprender sempre, embora em certas ocasiões nos reconheçamos em situações que nos desagradam, em virtude de falta de paciência, de tolerância e de compreensão da falibilidade do outro e conseqüentemente da nossa também.
Como as ondas todos nós ora estamos em alta (e isto pode despertar sentimentos não tão nobres, tanto em nós como no outro), ora estamos escondidos, recolhidos, por inúmeras circunstâncias que assim determinam ou até por opção. Este processo de alternância é educativo, faz vivenciar situações novas, diferentes. Na natureza ocorre desta forma, posto que nada permanece igual sempre. O sol alterna com a lua o espaço, a chuva com o sol, o calor com o frio, o outono com a primavera. Isto proporciona perspectivas diferentes, o que sem dúvida é interessante. Se tudo fosse sempre igual não haveria evolução, desenvolvimento, progresso, conquistas que vieram em benefício da humanidade, embora nem sempre os homens façam disto tudo o uso adequado.

É imprescindível que saibamos olhar com atenção para o que nos circunda para decifrar cada mensagem que nos é transmitida. 
Ontem, ao deitar olhava o mar que se descortinava à minha frente, calmo, sereno, com uma longa faixa de praia. Veio à chuva, mudaram as correntes, a maré subiu, a faixa de areia desapareceu. O mar avançou e batia furiosamente nas pedras e nas balaustras que se estendem por esta parte da orla desta terra linda, abençoada por Deus e apadrinhada por Jorge Amado e Dorival Caymmi. É a outra face que se apresentava para que pudéssemos aproveitar toda multiplicidade de opções que a vida nos oferece de uma maneira simples, mas proveitosa, prazerosa, e que se transformam em alimento para o corpo e para a alma, como uma caminhada para descobrir novos encantos, uma visita ao museu, uma conversa informal com habitantes do lugar, uma subida no morro, um alimento diferente, a visita aos pontos turísticos quase obrigatórios. Uma gama de opções. Todas válidas. Necessário é saber o tempo de fazer cada uma. Assim como cada pessoa tem seu jeito de ser, cada coisa tem seu tempo de acontecer, cada estação uma característica, cada local seu modo peculiar de viver. Não podemos é julgar cada um de acordo com nosso modo classificando-os de certo ou errado, formando assim juízo de valor.
Nossa tarefa consiste em saber interpretar estes diferentes símbolos, as diferentes linguagens, com múltiplos significados, para melhorar o nosso conhecimento com relação a nós mesmos, aos outros e a vida e facilitar a comunicação entre os seres e entre estes e a natureza deixando que cada um se expresse a seu modo e a seu tempo, considerando suas características, atributos e limitações. O que não dá é para querer ser porta-voz de todos, falando uma linguagem própria, que não contemple a multiplicidade e, sobretudo não respeite cada individualidade.